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10º Festival de Violões reverencia maestro Antônio Manzione nesta sexta-feira (09)

Foto: Jairo Marques

Ao entrar no apartamento em que reside o maestro Antônio Manzione, a visualização do quanto o músico é importante e contribuiu para a música brasileira é nítida: os prêmios e presentes estão espalhados pelos móveis próximos à janela com vista para a Rua Siqueira Campos, em Santos. E nesta sexta-feira (09), Praia Grande realiza mais uma prova do reconhecimento pelo seu trabalho com o 10º Festival de Violões – Homenagem a Antônio Manzione, no Teatro Serafim Gonzalez, às 20 horas.Com entrada gratuita e ingressos entregues a partir de uma hora antes do evento, o Festival deve atrair os amantes da boa música em que os participantes se utilizam do ensino criado pelo próprio Antônio Manzione.

Segundo ele, mais de 40 mil alunos tiveram a oportunidade de aprender e continuam aprendendo nesse formato. Mesmo estando com 84 anos de vida, ele não pensa em parar de lecionar as aulas ministradas em sua casa aos finais de semana. “Minha idade nunca me afetou em nada! Então, até quando o Criador achar que eu devo estar aqui, eu trabalharei para ajudar os outros”.

Além disso, as aulas do maestro fizeram com que muitos dos seus alunos tomassem gosto para virarem professores. A responsável pela Camerata de Violões de Praia Grande é um exemplo disso. Valquiria Duarte foi aluna de Manzione há 25 anos e hoje cuida de um dos mais importantes grupos musicais da Cidade.

Ela conta que a admiração pelo professor – que se tornou seu amigo ao longo do tempo – veio na primeira aula. “Os alunos da Camerata de Violões que já tiveram contato com ele entendem o que eu vou falar. Ele tem um carisma, é um sujeito que consegue nos seduzir com o violão, com as possibilidades violonísticas”, completa Valquíria.

Para Manzione, receber esse carinho de seus alunos é de extrema alegria. “Tenho 156 alunos que estão no exterior e sempre nesses períodos de festas mandam cartões e felicitações. Já ganhei presentes de vários lugares do mundo (apontando para um ovo pintado trazido da Rússia) e isso é muito gratificante”, e completa dizendo que não poderá comparecer ao espetáculo por problemas de saúde, mas espera estar presente na próxima edição.

O maestro conta sobre sua relação e a contribuição da Cidade com sua carreira. “Posso dizer que Praia Grande é a cereja do bolo da minha vida. Todos os outros locais em que estive foram a massa de um bolo maravilhoso.  Temos que ressaltar que a Cidade não permitiu que nenhum sentido extra musical (seja do ponto de vista político e administrativo) pudesse danificar toda a estrutura montada. Fico extremamente honrado em ter um Festival em minha homenagem ainda em vida”.

Em 2018, data em que se completa uma década do Festival de Violões (de 2005 a 2007 foram realizados Encontros de Violões sob coordenação da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação anteriores ao Festival), uma das grandes novidades será a apresentação de três violonistas solistas, considerados alunos que se destacaram durante o ano, com acompanhamento de percussionistas nas três músicas escolhidas.

Outros grupos também estão confirmados: os alunos do Núcleo Artístico Palácio das Artes com a participação dos professores Tabajara da Cruz e Rodrigo Coelho, os Chorões do Palácio (regência Henrique Aruã), a Camerata de Violões de Praia Grande (formada por alunos do Núcleo Artístico Palácio das Artes e Porto das Artes e regência de Valquíria Duarte), somados aos convidados do Núcleo Cultural do SuperEscola Tupi (regência de Cesar Augusto Gallo) e os alunos do Porto das Artes (regência de Fred Lincoln Brito Falcão).

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