REGIÃO 

Os números divulgados pela CPFL Piratininga nesta terça-feira (28) chamam atenção. Somente em 2019, na Baixada Santista, foram aproximadamente 9,2 mil ocorrências de irregularidades registradas pela distribuidora. Nas ações para coibir os delitos, a empresa conseguiu recuperar quase 46,5 mil megawatts-hora (MWh) com a regularização de ligações feitas de forma ilegal, o suficiente para abastecer 25,8 mil residências durante um ano inteiro.

Para a identificação das infrações, a companhia realizou 95,1 mil inspeções no sistema. Além disso, o grupo faz regularmente a blindagem de rede e, quando encontra indícios de fraude, passa a organizar medições periódicas de padrões de consumo do local flagrado, de forma a evitar a reincidência de furtos. Essas tecnologias de monitoramento contínuo e à distância permitem que a distribuidora aumente a produtividade das equipes e intensifique suas iniciativas contra o crime sem a necessidade de deslocar os técnicos.

Entre as cinco maiores cidades da região, Santos foi a que registrou o maior número de fraudes identificadas, alcançando a marca de 2.968 ocorrências em 2019. Em segundo lugar ficou São Vicente com 2.167 irregularidades e, na sequência, Guarujá, Praia Grande e Cubatão (mais detalhes na tabela abaixo).

Em toda a sua área de atuação, a empresa, que atende 1,8 milhão de clientes em 27 cidades do interior de São Paulo e da Baixada Santista, executou mais de 164,4 mil inspeções em 2019. Durante as operações, foram encontradas 15,3 mil ocorrências de fraudes e furtos, das quais foi possível recuperar 86,7 mil MWh de energia. O volume é equivalente ao consumo de um município com 48 mil consumidores residenciais.

“A CPFL Piratininga contou com a ajuda dos órgãos públicos e autoridades policiais para identificar e coibir as práticas criminosas. Com tecnologias mais inteligentes, a empresa também tem trabalhado para aumentar a eficiência do seu trabalho de combate às irregularidades”, afirma Carlos Zamboni Neto, presidente da distribuidora.

Crime

Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal com penas que podem chegar a até quatro anos de prisão. Além disso, a pessoa que for flagrada cometendo a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento.

Clientes da CPFL Piratininga podem contribuir para o combate às irregularidades por meio dos canais disponibilizados pela concessionária. Denúncias podem ser realizadas pelo aplicativo “CPFL Energia”, disponível para todas as plataformas de dispositivos móveis, pelo site www.cpfl.com.br/fraude, ou pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br.

O auxílio dos moradores tem sido fundamental para coibir o crime nas regiões. Para se ter uma ideia, as distribuidoras da CPFL Energia receberam, em 2019, mais de 96 mil contatos de consumidores relatando alguma irregularidade na rede, sendo que uma denúncia em cada quatro acabam sendo confirmadas pela companhia em suas inspeções. No Grupo CPFL, ao longo do ano foram realizadas ações de investigação, que geraram 235 prisões durante operativos policiais de combate ao furto de energia.  Por causa do auxílio da população, foi possível recuperar 21,2 mil MWh de energia furtada, o suficiente para abastecer 20 mil casas no período de um ano.

Foto: Reprodução/ Internet

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