REGIÃO 

Por Alexandre Piqui

Trabalhadores de uma terceirizada da Petrobras se reuniram, na manhã desta sexta-feira (24), para protestar em frente à portaria da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão. Eles reclamam de uma série de problemas que veem enfrentando desde a formalização do contrato da empresa com a estatal, há pouco mais de um mês.

A categoria pede o pagamento dos salários, por função, nos valores que recebiam anteriormente, fato que não acontece. Eles se queixam também da redução do vale refeição e o corte total do vale alimentação.

O Sindicato dos Metalúrgicos tem participado dos manifestos que acontecem desde terça-feira (21). Porém, a Allcontrol Engenharia desconsidera a entidade sindical como representante direta dos trabalhadores, e por conta disso, não tem realizado qualquer tipo de negociação.

Resposta

A empresa alega em nota que nunca descumpriu qualquer norma trabalhista. O texto encaminhado ao portal MAIS SANTOS relata ainda:

“Todas as obrigações previstas na Legislação estão sendo inexoravelmente cumpridas. Infelizmente, o Sindicato através de uma postura truculenta e sem qualquer respaldo jurídico busca, através de ações ilegítimas, forçar a empresa a pagar valores que não estão previstos em nosso ordenamento contratual e jurídico.

Informamos ainda que a Allcontrol já promoveu ações judiciais contra o Sindicato e obteve sucesso em todas as oportunidades. Tanto a primeira instância (juiz Singular) quanto à segunda (Tribunal) já declararam a ilegalidade e abusividade praticada pelo referido sindicato. Ele, segundo a Justiça do Trabalho, não detém legitimidade para representar os empregados da Allcontrol.

A recalcitrância do Sindicato é ultrajante e beira a má-fé, já que além do manifesto descumprimento da legislação, ainda estão fazendo tabula rasa das decisões exaradas pelo nosso Poder Judiciário”.

Sindicato

Segundo o presidente dos metalúrgicos Claudinei Rodrigues Gato, um representante do Sindicato dos Eletricitários veio de São Paulo e abriu mão de conduzir as conversas deixando a missão para a entidade sindical da região. “Nosso intuito é resolver o impasse que está com os trabalhadores. Essa decisão aí de quem representa ou não se discute futuramente”, comenta Gato.

Ele complementa e rebate a resposta da empresa. “Não houve nenhuma ação truculenta. Os trabalhadores queriam parar. O representante do sindicado de São Paulo veio e abriu mão de conduzir as negociações”, diz.

 

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