REGIÃO 

Da redação

O Instituto Biopesca recolheu uma toninha (pontoporia blainvillei) já sem vida em Praia Grande, próximo à divisa com Mongaguá. O animal era um macho filhote, com 62,6 de comprimento e 3,5 kg de peso. Ainda não foi possível determinar a causa de sua morte.  

A toninha é o golfinho mais ameaçado de extinção do Brasil. A previsão é que ela poderá desaparecer da natureza em até 35 anos caso não seja feito nada em seu favor.  

A espécie está fortemente ameaçada por diversas atividades humanas, como a degradação dos ambientes costeiros, a presença de lixo nos oceanos e a interação com a atividade pesqueira. Ao ficarem presas acidentalmente nas redes, morrem sem ar, já que não conseguem vir à superfície para respirar.
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O Instituto Biopesca já recolheu 353 toninhas sem vida em praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Nesses quatros anos, apenas uma toninha foi encontrada ainda viva encalhada em faixa de areia. Ela recebeu cuidados veterinários ainda na praia e foi devolvida ao mar em seguida.

Imagem: Isabella Boaventura/Instituto Biopesca
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