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Libertação do povo Judeu do Egito (símbolo da Páscoa)

A Páscoa representa para o cristianismo a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Essa é a principal comemoração do ano litúrgico cristão, além de ser também a mais antiga e importante festa para esse povo.

O domingo da Páscoa é o ápice da Paixão de Cristo, sendo precedida pela Quaresma: um período de quarenta dias de jejum, orações e penitências.

Em entrevista exclusiva para o portal de notícias MAIS SANTOS, o Dom Tarcísio Scaramussa, 6° bispo da Diocese de Santos, ressaltou que esse dia é uma forma de nos lembrarmos da coragem e entrega do Filho de Deus pela humanidade.

O bispo, Dom Tarcísio, celebrando a missa na Catedral de Santos

“Essa data é a celebração da vida. Jesus Cristo ressuscitou e voltou à vida. Essa é a libertação que Cristo nos trouxe. A Páscoa dos Judeus era uma grande festa que lembrava, justamente, a libertação daquele povo da escravidão do Egito”, esclareceu.

Dom Tarcísio explicou que o sacrifício do Filho de Deus representa para os cristãos a libertação do pecado e da morte eterna em Cristo Jesus. “O Senhor, por conta dessa atitude, trouxe-nos à oportunidade de termos uma nova vida”.

“A Páscoa é uma oportunidade que temos de ofertar às pessoas o convite para essa novidade. Apresentar a sociedade a mensagem que traz transformação, renovação e superação dos conflitos. Além disso, falar da importância de servirmos uns aos outros, viver a fraternidade de Cristo que deu a sua vida. Tudo muito diferente do que vivemos,  como exemplo: a violência, agressão e ganância dos tempos atuais”, pontou.

O líder católico ressaltou que, em momento de tantos desencontros e maior tensão vividos ultimamente, a força da Páscoa vem, justamente, para convocar a todos reconstruir o que foi destruído.

“Essa foi exatamente a missão do Messias, juntar o que foi despedaçado por causa do pecado. Ele vei para refazer a união e nos ensinar sobre o verdadeiro amor”.

Com o passar do tempo, a Tradição continua?

Dom Tarcísio Scaramussa afirmou que a Tradição, que é a fé transmitida pelo os apóstolos, tem se mantido na Igreja Católica. “Agora, naturalmente há muita religiosidade popular, por conta dás diversas culturas, além das várias expressões que acabam se tornando tradicionais. Por exemplo, esse período era conhecido como Semana Santa, agora é chamado de feriado prolongado da Páscoa”.

Contudo, o bispo, explicou que isso não significa quebrar uma tradição. Nesse ponto é que a Igreja Católica se aprofunda para ensinar a vivência do mistério da Fé.

“Por isso, a nossa função é esclarecer que não há problema em trocar nomenclatura, o propósito é que a sociedade não perca a esperança e a fé em Jesus Cristo”, finalizou.

Dom Tarcísio Scaramussa deixou uma mensagem de Páscoa para todos 

 

 

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