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Por Juliana Moraes

A ideia de viver uma vida mais sustentável vem ganhando espaço no dia a dia das pessoas. Um bom exemplo disso, é a utilização de canudos sustentáveis, feitos a partir de diversos materiais que não prejudicam o meio ambiente. Os canudos não são de plástico e podem durar décadas se preservados da forma correta.

Uma campanha lançada no ano passado pela WWF Brasil, “Nesse verão, dispense o canudinho” explica que, a cada ano, cerca de um milhão de pássaros marinhos e 100 mil tartarugas e mamíferos do oceano morrem por conta da poluição do plástico. A organização estima que, se não houver mudanças, no ano de 2050, pode existir mais plástico do que peixes no fundo do mar.

A partir do dia 02 de abril, em Santos, passará a valer a lei 077/2018, que proíbe canudos plásticos em bares, restaurantes hotéis e pensões de Santos. Um comunicado feito pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam), diz que houve a extensão do prazo para que os estabelecimentos se adaptem à solicitação, pois ainda possuem uma grande quantidade de canudos plásticos em seus estoques. Para canudos feitos de materiais alternativos como papel ou metal, continua valendo a obrigação da embalagem em papel, conforme a legislação municipal.

A reportagem do site MAIS SANTOS descobriu a Simples Assim, da santista Gabriela Napoli, de 26 anos. Ela é uma dessas pessoas que querem mudar o planeta, mesmo que com pequenos gestos.

Tudo começou quando a Gabriela quis começar a aderir ao canudo sustentável. A jovem é proprietária, há três anos, da Simples Assim, loja virtual que vende produtos utilitários como nécessaires, bolsas, porta passaporte, entre outros.
“Quando quis aderir ao canudo, logo pensei, ‘mas como vou carregar esse canudo? tenho certeza que vou perder!’. E foi aí que surgiu a ideia em fazer a bolsinha para carregar o canudo”. Unindo o útil ao agradável, Gabriela começou a produzir as bolsinhas especiais para quem quisesse guardá-los e resolveu criar o kit com canudo e a escova, produtos que vem de um fornecedor.

“A importância dos usos de canudos está no fato da não produção de algo que é totalmente descartável, os chamados ‘produto de uso único’. O uso desses produtos tem se tornado um hábito diário para todos, mas quando se depara com o impacto que um objeto tão pequeno tem no meio ambiente, é necessário repensar. O plástico é o inimigo do meio ambiente”. Para ela, a ideia base de aderir a esses produtos, é repensar e reduzir. “Por que utilizar milhares de canudos de plástico no ano se você pode usar apenas o seu, de inox, que é só lavar?”.

Os canudos são feitos de inox e são extremamente duráveis. Se bem conservados, podem durar décadas, pois não oxidam, é 100% reciclável, não solta gosto ou cheiro e, é o mais recomendado para a alimentação. “Hoje tem diversos tipos de canudos ecológicos: inox, vidro, bambu, papel e mesmo canudo de macarrão. O importante é não consumir o de plástico que são dados nos restaurantes/lanchonetes, sem necessidade”.

Os kits produzidos pela Simples Assim já possuem a escovinha, o que facilita a limpeza e a conservação dos canudos. “Assim que terminar de usar, é importante lavar com sabão neutro e esfregar por dentro com a escovinha, para retirar os resíduos do líquido. E aí é só deixar secar. Algumas pessoas me perguntam o que fazer se não tiver como limpar na hora. O ideal é passar um papel ou paninho para tirar o líquido de fora, “assoprar” para tirar o liquido de dentro e colocar dentro da bolsinha”

Atualmente, Gabriela trabalha com dois tipos de kits: bolsinha em tecido com canudo de 6mm (prata, modelo reto ou curvado) e escovinha para limpeza, no valor de R$ 32 reais; e a bolsinha em tecido com canudo de 9,5mm (prata, modelo reto) e escovinha para limpeza, modelo que é ideal para bebidas mais densas como vitaminas, smoothies, milkshakes, entre outros, por R$ 38 reias.

Os produtos estão à venda por encomenda ou à pronta entrega na loja colaborativa Espaço MRN, localizada na Rua Goiás, 154, em Santos.

A proibição dos canudos de plástico na cidade, visa reduzir o descarte de produtos plásticos, que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, podem levar até 400 anos para se decompor.
Os estabelecimentos que forem vistos desrespeitando a nova lei, estarão sujeitos a multa que variam R$ 500 a R$ 1.000 reais.

Fotos: Divulgação/Simples Assim

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