1.7 // ESPORTESANTOS 

Da redação

A entrega da primeira escola pública de surfe adaptado do mundo está prevista para acontecer em novembro, em Santos. As obras acontecem no Posto 3, na praia do Gonzaga e estão em 30% de execução. 

A escola funcionará em uma área de 215,35m² de área construída, com salas das pranchas, funcional, de reunião, dos professores, dois vestiários e recepção dos alunos. Os sanitários continuarão do lado externo. Haverá uma rampa de acessibilidade nos fundos do prédio, em frente ao calçadão próximo à faixa de areia, e portas adaptadas com 90 cm de largura, conforme a norma brasileira de acessibilidade. 

Segundo o arquiteto da Secretaria de Infraestrutura e Edificações, Roger Guerra, na próxima semana começará a colocação do forro, com exceção da sala das pranchas que necessita de um pé direito mais alto. O próximo passo será pintura, aplicação dos revestimentos em cerâmica na parede e de piso antiderrapante. 

Em visita ao local na última quinta-feira (15), o prefeito Paulo Alexandra Barbosa falou sobre a importância do novo equipamento. “Esta nova escola significa mais uma inovação para cuidar das pessoas com deficiência. Santos teve a primeira escola de surfe pública do Brasil e logo terá a primeira de surfe adaptado do mundo. O trabalho da unidade 1 é espetacular, várias histórias de superação. São mais de 500 pessoas atendidas”, comenta o chefe do Executivo, ao lado do secretário de Esportes, Gelásio Fernandes; de equipe técnica e do coordenador da Escola Radical de Surf, Cisco Araña. 

 Serviço será ampliado 

De acordo com Araña, o novo espaço atenderá a uma demanda expressiva. Atualmente, a primeira unidade – localizada no Posto 2 – atende 88 alunos com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, que participam de uma aula mensal, com duração de uma hora, em programa semestral. “A partir da nova escola, pretendemos dobrar o número de participantes logo no primeiro ano de funcionamento”. 

A terapia, como é chamado o programa, será realizada em novo formato: 12 aulas, cada uma com duração de 1h15 a 1h30, realizadas uma vez por semana. “Vamos trabalhar com quatro turmas por dia, duas de manhã e mais duas de tarde. Cada turma poderá ter, no máximo, cinco alunos, sendo um cadeirante”, explica Araña. O apoio será sempre de vários professores (educadores físicos, terapeuta ocupacional e universitários voluntários da Unifesp), que receberão o devido treinamento. 

Para o coordenador, assistir aos trabalhos de reforma é um sonho realizado porque as histórias de superação vão aumentar. “A gente vê a felicidade nos alunos e isso cria imunidade. Só estamos saudáveis quando estamos felizes. Trabalhamos com o prazer, sensações e muita delicadeza no cuidar das pessoas”. O surfe estimula o desenvolvimento da coordenação motora, lateralidade, equilíbrio, desenvolvimento cognitivo, socialização e confiança. 

A unidade já conta com quatro pranchas adaptadas, todas desenvolvidas na Escola Radical. “Mas pretendemos ter dez para atender à demanda de alunos”, estima Araña. 

 

 

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