A estrutura consiste em um sistema de combate a enchentes composto por três bombas, uma estação elevatória, um canal e uma comporta. A obra somou investimento de R$ 38,1 milhões.

Foto: Divulgação / Prefeitura de Santos
Da redação
A Estação Elevatória com Comportas (EEC) construída no final da Avenida Haroldo de Camargo (Castelo) para combate a enchentes na Zona Noroeste foi inaugurada nesta sexta-feira (19). A solenidade foi marcada pelo descerramento da placa que dá nome à estrutura: Engenheiro Marcos Diniz.
A estrutura consiste em um sistema de combate a enchentes composto por três bombas, uma estação elevatória, um canal e uma comporta. A obra integra programa de macrodrenagem da Prefeitura, e começou a funcionar às 10h37. O sistema tem como objetivo conter alagamentos, com chuva forte ou fraca associada à maré alta ou baixa. Quando acionada, beneficia os bairros Castelo e Areia Branca, na Zona Noroeste em Santos, além do Jardim Guassu, em São Vicente.
A EEC Engenheiro Marcos Diniz funciona em quatro situações. Na primeira, em caso de chuva fraca coincidente com maré baixa, as comportas permanecem abertas e a água flui, por gravidade, para o Rio dos Bugres.
Já com a maré baixa e chuva forte, parte da água pode ser retida pelas comportas. A terceira situação envolve chuva fraca e maré alta, quando as comportas se fecham e a água fica armazenada no reservatório de acumulação, com capacidade para 4,250 milhões de litros – o volume é similar ao de três piscinas olímpicas. Neste caso, as bombas retiram gradativamente a água retida, lançando-a no rio.
Na quarta possibilidade, quando há ocorrência de chuva forte e maré alta, as comportas permanecem fechadas, com todas as bombas funcionando ao mesmo tempo para lançar o volume no Rio dos Bugres.
A obra somou investimento de R$ 38,1 milhões. A Prefeitura obteve parte desse valor com um empréstimo do Programa Avançar Cidades, que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio da Caixa Econômica Federal. O contrato com a Caixa foi de R$ 34,4 milhões, sendo 29,5 milhões de financiamento e R$ 4,8 milhões de contrapartida financeira da Prefeitura. Já outros R$ 3,06 milhões fazem parte do contrato com o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), sendo R$ 1,1 milhão do Fehidro e R$ 1,9 milhão de contrapartida municipal.
Esta iniciativa contempla os itens 1, 6, 9 e 11 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU: Erradicação da pobreza, Água limpa e saneamento, Inovação infraestrutura, Cidades e comunidades sustentáveis.
O acionamento de uma escavadeira foi o primeiro sinal do início das obras da estação, comporta e canal no final da Haroldo de Camargo, junto ao Caminho da Divisa, em 26 de agosto de 2021. Os três equipamentos são a base de funcionamento do sistema contra alagamentos provocados por marés altas e chuvas fortes, localizado no final da rua, no cruzamento com o Caminho da Divisa.
A estação elevatória foi construída em parte do mangue que já foi aterrada com recursos de empréstimo do Banco Mundial. Tem três bombas de sucção de 2m³ por segundo cada, com vazão total de 6m³ por segundo, a diesel, para funcionar mesmo durante as tempestades. Isso significa que a cada segundo o volume de seis caixas d’água de mil litros serão sugadas pelas bombas, capazes de encher uma piscina olímpica em apenas cinco minutos.
Para conter todo o lixo que é levado com a chuva, o que provoca entupimentos no sistema e dano ambiental, a estação elevatória conta com um dispositivo no canal de deságue. Foram implantados cestos e grades para reter o lixo, em ambos os lados das comportas, todos em aço inox 316L (aço cirúrgico), que não enferruja, garantindo a durabilidade por mais de cem anos.