O outro agente baleado, o soldado Pablo Uriel, segue internado sem previsão de alta. O caso ocorreu no dia 1 ° de agosto.
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Por Vinícius Farias
A cabo da Polícia Militar (PM) Najara Gomes, que foi baleada com um tiro de fuzil pelas costas, em frente a uma padaria no bairro Campo Grande, em Santos, recebeu alta nesta terça-feira (29) após 22 dias de internação. A informação foi confirmada pela Santa Casa de Santos, que também informou que o outro agente baleado, logo após Najara, o soldado Pablo Uriel, segue internado sem previsão de alta. O caso ocorreu no dia 1 ° de agosto.
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De acordo com a apuração, ao menos três bandidos participaram do ataque contra Najara. O crime foi gravado por uma câmera de monitoramento. (veja o vídeo acima)
Após a ação criminosa, os homens fugiram em direção ao morro do São Bento, onde foram perseguidos.
Segundo a SSP, a mulher sofreu dois ferimentos nas regiões lombar e do ombro, com fratura de vértebra, que provocaram um sangramento interno atrás do abdômen. Najara passou por cirurgia ortopédica e era monitorada por meio de exames sequenciais de sangue e de imagem cotidianamente, até ser liberada.
Soldado baleado no Morro do São Bento

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Após Najara ter sido baleada e os bandidos fugirem, os policiais do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) perseguiram os marginais até o Morro do São Bento. Chegando no local, houve troca de tiros e o soldado Pablo Uriel foi atingido. Um dos criminosos morreu.
Pablo foi acertado na virilha e acabou lesando estruturas orgânicas importantes na transição para o abdômen, por isso, o soldado também foi operado assim que chegou ao Pronto Socorro da Santa Casa de Santos.
De acordo com a SSP, no dia 3 de agosto, o soldado Uriel teve de ser submetido a uma nova cirurgia, na qual foi identificada e corrigida uma nova lesão. Ele continua sendo acompanhado por meio de exames.
O policial permanece internado, ainda sem previsão de alta, sob uso de antibióticos e dará início à reabilitação. A previsão é que o soldado passe por uma longa recuperação com a possibilidade de novos procedimentos cirúrgicos na tentativa de corrigir lesões na região do quadril causadas pela passagem do projétil.
Operação Escudo

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A Operação Escudo teve início no dia 28 de julho após a morte do soldado da equipe de Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Patrick Bastos Reis. A ação policial conta com 23 mortos e 693 pessoas presas. Deste total, 266 eram procurados pela Justiça e estavam foragidos pelos mais diversos crimes, como tráfico de entorpecentes, roubo, furto, estelionato, até sequestro e homicídio.
Também foram apreendidas 87 armas, entre pistolas e fuzis, e 927,5 kg de drogas.