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Ronaldo Taboada, o café por tradição e missão

O aroma de café é inconfundível quando se espalha pelo ambiente. Envolve quem se aproxima, praticamente convidando para um bate-papo que promete durar, pelo menos, até que ele termine. A cada xícara que um brasileiro consome, envolto em açúcar, adoçante ou mesmo sem nada disso – como se diz ser o ideal – é mais um momento em que a história comercial do Brasil é contemplada, sem que o tema da conversa seja esse.
A partir de 1837, o café tornou-se o principal produto de exportação do Brasil Império. E avançou República afora, com o Porto de Santos sendo o grande palco das exportações. E é até hoje, chegando a 87% da safra do produto: no ano passado, 44,3 milhões de sacas foram embarcadas. Tudo por uma questão geográfica e logística relacionada aos produtores. Se antes os barões do café do Interior de São Paulo dominavam o mercado, Minas Gerais ocupa há tempos a condição de maior parque cafeeiro do mundo.
A origem do café no País, no entanto, é anterior, remontando ao século XVIII, quando as primeiras mudas foram plantadas em 1720 na Província do Pará, trazidas por Francisco de Melo Palheta, depois de viagem à Guiana Francesa. Se ele pode ser considerado o pai do que se chamou de ouro verde, outros ostentam em Santos igual condição quando o assunto é a relação profissional com o produto, em um negócio que avança por gerações, misturando passado, presente e futuro em um só aroma.


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