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Edição Semanal

CORRENTE DE SOLIDARIEDADE

Em Cruzeiro do Sul, o Walter Macedo ficou três dias sob o telhado aguardando socorro. Sem contato com familiares e acesso a alimentação, o aposentado foi encontrado por uma equipe de resgate. “Passou um helicóptero e eu acenei para eles. Fizeram a volta e conseguiram me salvar. Meu vizinho também foi resgatado,” aponta.

Eliseu mora em Porto Alegre junto com a família. Mesmo ilhados e sem perspectiva de melhora em relação as enchentes, eles preferem não abandonar a casa onde moram. “Nós [ele e os familiares] estamos no segundo piso da casa. Temos comida, então preferimos ficar. Os abrigos estão lotados”. Ele saiu de casa nadando para conseguir carregar o celular. “Sei que é perigoso, mas eu precisava sair”, completa.
Essas duas histórias tiveram origem através da mesma situação: a tragédia que atingiu o estado do Rio Grande do Sul, com as fortes chuvas. Um alerta vermelho sobre o volume elevado de chuva no estado foi emitido no dia 29 de abril pelo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Dois dias antes, as áreas no Vale do Rio Pardo, na região central do Estado, já sofriam com fortes chuvas e granizo. Logo em seguida as primeiras cinco mortes já eram contabilizada. Desde então este número só cresce e já passa de 150.


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