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2.0 - REGIÃO

Bolsonaro fala em ‘divórcio consensual’ sobre demissão de Mandetta

Por Alexandre Piqui

Por volta das 17 horas, desta quinta-feira (16), logo após a despedida de Luiz Henrique Mandetta, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e o novo ministro da saúde Nelson Teich fizeram um pronunciamento.

Bolsonaro abriu a fala dizendo sobre a reunião que teve com o ex-ministro onde discutiram o ‘divórcio consensual’, palavras ditas pelo presidente. “Uma conversa produtiva, cordial e nós selamos um ciclo no Ministério da Saúde. Ele se prontificou a participar de uma transição mais transparente possívelâ€, disse Bolsonaro.

O chefe do executivo abordou a questão preocupante do coronavírus no país e no mundo. Disse que cada nação tem suas especificidades, como relatou líder da Organização Mundial de Saúde (OMS). E destacou que o problema não está em um ministério, está na economia, nos empregos. “A pessoa sem emprego está mais propensa a ficar doente do que a que está empregadaâ€, diz.

Ele aproveitou o momento para dar um recado à imprensa. “Sabemos das interpretações que fazem a respeito daquilo que se fala. A interpretação depende da linha editorial ou daquele repórterâ€, comentando sobre como a pandemia é destacada nos meios de comunicação.

Economia e emprego

Bolsonaro comentou que desde o início da pandemia no Brasil buscou levar o assunto com tranquilidade. Mas disse que o clima de “terror†se instalou no meio da sociedade. “Isso não é bom para a pessoa que vive no meio da histeria. Entendemos perfeitamente a gravidade da situaçãoâ€.

O presidente abordou de forma incisiva durante o pronunciamento a questão do emprego e esclareceu o que pretende do novo ministro Nelson Teich. “O que conversei ao longo desse tempo com o Nelson, que está ao meu lado, que entendesse a situação como um todo. Mantendo a vida, mas sem esquecer da questão do desempregoâ€.

“Está cada vez mais claro, junto com a coronavírus veio uma máquina de destruir empregos. Não podemos prejudicar os mais necessitados. Os primeiros que sofreram com isso, foram os informais na ordem de 38 milhões de trabalhadores no Brasilâ€, aborda Bolsonaro.

“O governo não tem como manter esse auxilio emergencial por muito tempo. Já se gastou R$ 600 bilhões de reais e podemos chegar a R$ 1 trilhão. A vida não tem preço, mas a economia, o emprego precisa voltar. Não o mais rápido possível, mas ele precisa ser flexibilizadoâ€, comenta.

Governadores e prefeitos

Bolsonaro falou que as decisões precisam ser tomadas com muita prudência e criticou atitudes de alguns governadores e prefeitos. “O governo não é uma fonte de socorro eterno. Em nenhum momento fui consultado por medidas adotadas por governadores e prefeitos. O preço será alto. Se por ventura exagerarem, não botem essa conta nas costas do nosso sofrido povo brasileiroâ€.

“Não queremos aqui criar qualquer polêmica com outro poder. Todos são responsáveis, não furtarei as minhas responsabilidades. Sempre tenho dito, pior que uma decisão mal tomada é uma omissão.â€

As críticas aos governadores e prefeitos continuaram. “Devemos tomar medidas para proliferação do vírus, mas com medidas que não firam a liberdade e a garantia individual. Quem tem poder de decretar estado de sítio é o presidente da República, não o prefeito ou o governador. Como eu venho dizendo, o remédio para curar o paciente pode ter o efeito colateral mais danoso que a doençaâ€.

Bolsonaro encerrou a fala dizendo que “todos os ministros estão envolvidos na mesma causa, a defesa do povo brasileiro, dos empregos e buscando levar tranquilidade e paz ao povo brasileiroâ€.

Foto: Reprodução/ TV Brasil