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Região / Cotidiano

Quantos somos? Cancelamento do Censo prejudica mais setores do que se imagina

Da Revista Mais Santos

Estabelecer políticas públicas depende de dados demográficos para definir parâmetros e necessidades gerais em setores cruciais dos municípios. Uma espécie de bússola para mostrar os caminhos a seguir. Com a suspensão do Censo Demográfico pelo IBGE, por falta de recursos, as cidades ficam sem referência, ainda mais porque o levantamento é feito a cada 10 anos e já havia sido cancelado no ano passado, pelas incertezas trazidas pela pandemia da Covid-19.

O Censo localiza as pessoas, as raças, o desemprego. Ele faz um diagnóstico profundo do País, em uma coleta domiciliar de dados mais próxima da realidade. É a partir disso que é possível entender de que maneira a pobreza se expressa em diferentes locais, onde estão os jovens e adolescentes, onde se concentram os idosos, como está a mortalidade infantil e de que regiões estão mais ou menos avançadas. No âmbito municipal, não é diferente, fazendo-se o recorte para as providências que a população espera. Não sendo assim, os números partem do “achismo”.

Até mesmo a vacinação enfrenta o impacto da falta de dados atualizados. Impossível estimar com um mínimo de precisão quantos somos nas várias faixas etárias. Daí surgiram projeções calculadas – é de se crer – da melhor forma possível pelas prefeituras, mas que nem sempre deram certo…

Expectativa

O novo presidente do IBGE, economista Eduardo Rios Neto, disse que se o orçamento para o Censo for restabelecido, o País poderá ter o trabalho realizado ainda este ano, agilizado de forma mista, envolvendo pesquisa domiciliar presencial, por telefone e via internet também. O primeiro Censo aconteceu em 1940 e, por lei, deveria ser realizado a cada década fechada.

De um orçamento para o IBGE previsto para R$ 2 bilhões, o Governo reduziu esse montante para R$ 71 milhões, terminando em R$ 53 milhões no texto final. Rios Neto foi contundente ao dizer em sua primeira entrevista coletiva na sexta-feira (30) que é preciso recursos. “Precisa da integralidade (do orçamento de R$ 2 bilhões) para o cenário de se pensar em fazer em 2021. Não tem como fazer Censo ‘meia-boca’. Esse é um orçamento no limite”, definiu.

Agora, é aguardar o julgamento no Supremo Tribunal Federal do pedido de retomada do planejamento sobre a determinação de que o levantamento seja realizado. Na semana passada o ministro do STF Marco Aurélio Mello se envolveu com o tema e determinou que o Governo Federal adote ações para garantir a realização do Censo ainda este ano. O ministro pontuou que “o direito à informação é basilar para o poder público formular e implementar políticas públicas”.

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