Da Redação
O Ministério Público receberá um relatório semanal elaborado por representantes de órgãos da sociedade civil para apresentar os gastos de insumos e aparelhos para os hospitais, além de eventuais contratações de profissionais de saúde relacionados à Covid-19. A comissão especial será criada através do decreto 8.949 publicado nesta segunda-feira (27), no Diário Oficial.
A comissão será composta por quatro integrantes (não remunerados), que representarão a Associação Paulista de Medicina (APM) de Santos, a Associação Comercial de Santos (ACS), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Santos e o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, PerÃcias, Informações e Pesquisas (Sescon).
Segundo o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), essa é uma maneira de dar mais transparência aos gastos do dinheiro público. “Não é uma obrigação da Prefeitura, mas vamos enviar essas informações ao Ministério Público para que seus integrantes possam acompanhar e fiscalizar as compras”, explica.
Ele relata que a principal dificuldade enfrentada pelo MunicÃpio tem sido a inflação de preços dos materiais mais demandados para o combate à pandemia. “Estamos comprando por um valor maior que aquele ao qual estamos acostumados porque há fornecedores se aproveitando desse momento”, comenta, mencionando a impossibilidade de abertura de licitações no atual perÃodo. “Estamos numa situação de calamidade pública. Há muito tempo não tÃnhamos que comprar dessa forma”.
A comissão, diz o prefeito, deve ainda auxiliar o MunicÃpio nas negociações por produtos de qualidade que representem o menor custo possÃvel para os cofres públicos. “Decidimos criar esse acompanhamento de fora, pela sociedade civil, para fiscalizar e ajudar a Cidade”.
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