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Santos / Cotidiano

Enfermeiro leva soco no rosto de motorista durante manifestação, em Santos

A defesa do motorista informou, que ele havia ficado preso no trânsito e teve o pedido de liberação da guia ignorado pelos manifestantes. Quando ele foi tirar satisfação, a manifestação se transformou em briga. 

 

Vídeo: Reprodução / Redes Sociais

Por Vinícius Farias

Um enfermeiro levou um soco no rosto de um motorista, durante uma manifestação em Santos. O profissional da saúde estava em uma manifestação, realizada nesta quinta-feira (28), na Avenida Siqueira Campos, no Boqueirão, onde os enfermeiros reivindicavam o pagamento do piso salarial da categoria dos profissionais do Hospital Guilherme Álvaro.

Em determinado momento da manifestação, um homem, de camisa preta, se aproximou, desceu do veículo e teria partido para cima do profissional da saúde, que vestia roupa verde, o acertando com um soco no rosto.

Nas imagens é possível ver o momento da confusão, onde o enfermeiro e o motorista trocam agressões. O manifestante teve o maxilar lesionado durante a briga.

Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 40 pessoas estavam participando da manifestação, fechando a Avenida Siqueira Campos. De acordo com a corporação, a equipe acompanhou o ato e sugeriu liberar a via, quando o motorista apareceu e entrou em luta corporal com o manifestante. Os policiais conseguiram encerrar a briga.

O enfermeiro machucado trabalha no Hospital Guilherme Álvaro e foi atendido na própria unidade de saúde. De acordo com a Secretaria de Saúde, a vítima passou pelo médico, realizou exames e recebeu alta por não ter sofrido fratura.

O órgão informou, que as unidades não foram afetadas pela paralisação dos enfermeiros e seguiram as atividades normalmente, sem prejuízos aos pacientes. Segundo a secretaria, eles monitoram a situação dos trabalhadores e estão em constante discussão com o sindicato.

A defesa do motorista informou, que ele agiu em legítima defesa. Os advogados dele explicaram, que o homem havia ficado preso no trânsito durante dez minutos e teve o pedido de liberação da guia ignorado pelos manifestantes. Ainda de acordo com a defesa, ele estava no carro com a esposa grávida de nove semanas e que buscaria a filha de 2 anos na creche. Diante da situação, ele ficou nervoso.

No momento da discussão, segundo a versão sustentada pelo homem, alguém o teria chutado pelas costas e, ao se defender, teria sido agredido por um grupo de manifestantes. A defesa do suspeito de agressão afirma que qualquer conclusão que não seja legítima defesa e preocupação com a saúde e bem-estar da esposa são inverdades.