Por Anderson Firmino
O longo perÃodo de internação, após ter contraÃdo Covid-19, tem servido para confirmar uma situação já atestada pelos párocos da Imaculado Coração de Maria, em Santos: o quanto a figura do padre Cláudio Scherer é querida. É algo que leva conforto a uma pessoa muito especial: o irmão do religioso, o programador Marcos Scherer da Silva, de 52 anos.
Ele veio de Sapiranga, cidade próxima a Porto Alegre, para acompanhar a situação do familiar mais de perto. E se mostra feliz com tanto apoio a padre Cláudio. “Ele é muito estimado e amado em Santos, nos locais onde atua. Muita gente nos tem dado forças e apoio. Médicos, enfermeiras e muitas outras pessoas no hospital e na cidade nos dizem que ele fez o casamento, que ele batizou os filhos, que fez a primeira comunhão, que deu uma força mas horas difÃceis, conselhos que ajudaram, e muitas histórias que nos deixam comovidosâ€, conta.
A famÃlia, agora, parece um pouco mais tranquila quanto ao estado de saúde do religioso. Esta semana, o padre começou a falar e a comer, após a troca da cânula de plástico na garganta, devido à traqueostomia, por uma metálica. “Ele está com muita fisioterapia para recuperar os movimentos e firmeza em todo o corpo. Está lúcido e reconhece a maioria das pessoas. Será um processo muito longo ainda, pois depende muito da fisioterapiaâ€, explica Marcos.

Foto: Arquivo Pessoal
Ele lembra que foram dias difÃceis de UTI para padre Cláudio Scherer, acentuados por conta da distância da famÃlia. “Foi muito difÃcil por estarmos longe e só acompanhando pelas notÃcias do pessoal da paróquia. Quando nos foi pedido que viéssemos, pois ele estava em uma situação mais delicada, vim com minha irmã Fátima. Devido ao serviço, ela precisou voltar e veio minha sobrinhaâ€.
Churrasco
Enquanto a recuperação plena não acontece, a receita é resiliência. Marcos Scherer aposta até em um pedido especial do pároco, a ser atendido quando for possÃvel. “Ele está enfrentando tudo com calma e serenidade. E com saudade de um bom churrascoâ€, diz o irmão.
A fé, obviamente, também exerce importante papel. “Ficamos sempre com ele no hospital, eu durante o dia e minha sobrinha Iasmine durante a noite. Ainda é uma situação estressante, mas devido ao que já passou, tudo se leva com mais esperançaâ€, finaliza.