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Santos / Cotidiano

Briga entre torcidas de Santos e Coritiba leva terror às ruas; UPA Central tem vidro quebrado

Da Redação

Atualizado às 18 horas

O confronto entre torcedores do Santos e Coritiba, nos arredores da Vila Belmiro, terminou com muita confusão e um vidro da entrada da UPA Central quebrado. As agressões se concentraram em ruas próximas ao estádio, como a Guararapes.

Segundo relato recebido pela Reportagem do Portal Mais Santos, os funcionários da unidade de saúde não ficaram feridos. Um torcedor do clube paranaense teria tentado conter os do Santos com uma longarina (grupo de várias cadeiras acopladas), mas o vidro foi estourado. Guarda Municipal e PM foram até o local para conter os ânimos.

De acordo com a Prefeitura, a ocorrência no entorno do estádio Urbano Cardeira foi atendida pela Polícia Militar, que responde pelo esquema de segurança no local. O Samu não foi acionado.

Além disso, “a PM também atendeu a invasão de torcedores à UPA Central, para onde outros torcedores foram encaminhados. A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada pelo Centro de Controle Operacionais (CCO) para dar apoio no local, que teve parte da fachada depredada. O atendimento na unidade de saúde já foi normalizado. A GCM também deu apoio à PM na condução de cinco suspeitos envolvidos na ocorrência, que foram atendidos na UPA Central, da unidade de saúde ao 7º DP”.

Em outras  imagens obtidas, é possível notar um confronto entre torcedores dos dois clubes, que se enfrentaram na manhã deste domingo. Gritos e arremessos de pedras são visualizados. Um homem chegou a ser espancado por torcedores do Coxa.

PM se pronuncia

No final da tarde deste domingo, a Polícia Militar se posicionou, por meio de nota. Confira íntegra:

“Na data de hoje, 17 de Abril de 2022, policiais militares atuaram na dispersão e prisão de torcedores do Santos e Coritiba envolvidos em brigas, tumultos e vandalismos na região do Estádio da Vila Belmiro.
Durante toda a semana o 6º Batalhão de Polícia Militar trabalha no planejamento do Policiamento no Jogo de Futebol entre Santos x Coritiba, partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Foram realizadas reuniões preparatórias com os órgãos envolvidos bem como diversos contatos com as torcidas organizadas, aonde foram passadas diversas orientações e determinações para que não houvessem confrontos. Além dos policiais militares do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior também foram empregados policiais militares do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia, com emprego de viaturas, motocicletas e cavalos e do Grupamento de Rádio Patrulha Aérea, com emprego de helicóptero no evento. Outros órgão municipais, como a Guarda Civil, a Companhia de Engenharia de Tráfego e fiscais da Secretaria de Finanças do Município de Santos também participaram dentro de suas competências legais na fiscalização do evento.

Foram empregados policiais militares em todos os setores do estádio (arquibancadas, portões de acesso, escolta da arbitragem) inclusive na área externa a fim de se criar um perímetro de segurança para todos os envolvidos no evento.

Com a informação de que 8 (oito) ônibus da torcida organizada do Coritiba viriam ao evento, ainda durante toda a semana foram feitos contato com seus organizadores a fim de planejar o horário e local de chegada de todos, e providenciar a escolta por parte da Polícia Militar. Essa escolta inicialmente foi planejada para ocorrer com bastante antecedência ao início da partida, a fim de que a torcida organizada visitante fosse conduzida e alocada no interior do estádio antes da chegada dos torcedores locais, visando evitar o encontro de ambos. Com o não cumprimento do combinado e orientado, houve atraso dos ônibus da Torcida Organizada do Coritiba no local definido para início da escolta policial, fazendo com que o comboio chegasse ao estádio somente por volta das 11h00, já no início da partida, e com conseqüente concentração de torcedores santistas no entorno do estádio.

Devido a isto, na chegada ao estádio um grupo de torcedores do Santos tentou invadir a área de contenção da torcida do Coritiba, no que houve um início de confronto entre ambos os grupos. De imediato,os policiais militares que realizavam a escolta restabeleceram o perímetro e agiram em ação de controle de multidões com o uso de granadas policiais de emprego não letal e gás lacrimogênio dispersando o grupo de vândalos bem como impedindo que os torcedores do Coritiba saíssem da área de segurança. Após a dispersão não foram localizados nenhum ferido. Nenhum policial militar foi ferido. Uma viatura da Polícia Militar foi atingida e danificada por pedras. Alguns ônibus da torcida do Coritiba e veículos estacionados na via também foram atingidos e danificados por pedras.

Posteriormente, a Polícia Militar recebeu informações que alguns torcedores do Coritiba deram entrada, sem aviso, pela UPA Central, na Rua Joaquim Távora, para passar por atendimento médico, e que outro grupo de torcedores do Santos se dirigia até o local. As viaturas imediatamente se deslocaram até a UPA e se depararam com o confronto dos torcedores no saguão principal de atendimento, onde já havia um vidro quebrado. Com a chegada das equipes da polícia militar a ação foi imediatamente contida e interrompida, no que foram imediatamente detidos, no interior da UPA e nas imediações, diversos torcedores envolvidos no evento. Foi ainda realizada varredura no local, tendo permanecido equipes policiais na unidade de saúde, até o final do atendimento médico dos torcedores do Coritiba que, juntamente com os torcedores do Santos, também foram conduzidos ao Distrito Policial.

Os indivíduos detidos, sendo 9 torcedores do Santos e 9 torcedores do Coritiba, foram conduzidos até o 7º DP de Santos. Os torcedores do Santos preliminarmente declararam ser integrantes da Torcida Jovem do Santos e os torcedores do Coritiba da Torcida Império Alviverde. A ocorrência encontra-se em andamento pelo DP e as investigações sobre a sobre os fatos ficarão a cargo da Polícia Civil.

A Polícia Militar, contando com diversas imagens e filmagens, bem como relatórios e boletins de ocorrências confeccionados, subsidiariamente irá oficiar ao Ministério Público de São Paulo acerca dos fatos ocorridos, depredações e danos ao patrimônio público e privado, bem como vários descumprimentos das orientações emanadas para apuração e deliberação por parte daquele Órgão.

Foram apreendidos também 11 artefatos explosivos improvisados de impacto, conhecido popularmente como ‘cabeça de nego'”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) ainda não respondeu sobre o ocorrido.