Da Redação
A Comissão Processante da Câmara Municipal de Guarujá aprovou nesta segunda-feira (25) a expedição da notificação para Válter Suman, prefeito afastado do cargo, possa elaborar a defesa prévia, dentro dos trâmites de novo processo de impeachment.
Ele terá dez dias para apresentá-la, por escrito, indicando as provas que pretende produzir e arrole testemunhas – até 10, no máximo – para que a Comissão emita parecer dentro de cinco dias, após a chegada dos elementos que compõem a defesa, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia.
O processo acontece em razão dos fatos divulgados na segunda fase da Operação Nacar, da PolÃcia Federal. Estão em apuração desvios na área da saúde do MunicÃpio.
A segunda fase da Operação visa o aprofundamento das investigações que apuram fraudes nas contratações das áreas da saúde e da educação realizadas pela Prefeitura do MunicÃpio de Guarujá. Segundo a PF, foram apreendidos R$ 110 milhões em bens – como veÃculos de luxo – e dinheiro em espécie, além de documentação, que será analisada na investigação. Em Guarujá foram 31 endereços.
Na primeira fase da operação, cumprida em setembro do ano passado, o prefeito Walter Suman e o então secretário de Educação, Marcelo Nicolau, ficaram presos por três dias na Penitenciária 1 de São Vicente. Suman, inclusive, chegou a ser alvo de processo de impeachment, mas foi inocentado pela Câmara Municipal de Guarujá em dezembro. Já Nicolau foi exonerado em outubro.
Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem variar de 12 a 46 anos.
Nácar é a substância liberada pela ostra para se proteger e conter o corpo estranho, formando assim a pérola. O nome da operação é uma alusão ao processo de contenção de ações criminosas no municÃpio do Guarujá, conhecido como Pérola do Atlântico.
Foto: Arquivo