O animal foi resgatado e solto em uma área de mata no Morro do Icanhema.Â
VÃdeo: Grupamento de Defesa Ambiental (GDA)
Da redação
Um filhote de jararaca (Bothrops jararaca) foi resgatado em um condomÃnio no bairro Jardim Conceiçãozinha, no Guarujá. De acordo com o Grupamento de Defesa Ambiental (GDA), a cobra era jovem e tinha cerca de 20 centÃmetros.
Os guardas ambientais foram acionados em um condomÃnio na Rua Waldomiro Macário, na última sexta-feira (17), pois o animal estava em um local onde os moradores fazem churrasco.
Em um vÃdeo obtido pela reportagem é possÃvel ver o momento do resgate do animal. (veja o vÃdeo acima)
Segundo o GDA, apesar do tamanho, as jararacas já possuem capacidade de produzir veneno desde muito novas. Por isso, não é recomendado tentar mover o animal ou capturá-lo sem um profissional. A serpente foi capturada e solta em uma área de mata no Morro do Icanhema.
Jararaca
Conforme o Instituto Butantan, a jararaca é venenosa e uma das serpentes mais comuns do sudeste do Brasil.
Ela pode ser encontrada da Bahia até o Rio Grande do Sul, associada à Mata Atlântica, e eventualmente em algumas regiões do Paraguai e da Argentina que fazem fronteira com o Brasil.
“As fêmeas da espécie são maiores que os machos: elas alcançam cerca de 1,5 metro de comprimento, ao passo que podem chegar a até 1 metro em média. A reprodução é vivÃpara, ou seja, ela desenvolve os embriões no útero e os filhotes já nascem “prontos”, inclusive com veneno. Uma caracterÃstica tÃpica dessa serpente é o seu policromatismo: isso significa que seu padrão de cores varia de cobra para cobra, com tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos. Além disso, ela possui desenhos em forma de ferradura na lateral do corpo com diferentes cores, geralmente mais escuros que o restante do corpo”, comenta Butantan.Â
Os alimentos preferidos da jararaca são pequenos mamÃferos, mas quando jovem ela costuma comer anfÃbios, lagartos e lacraias.
“Os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos são dor e inchaço local, à s vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como nas gengivas e nariz. As complicações podem provocar infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal aguda. De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo das jararacas é o maior causador de acidentes com cobras no paÃs, o que representa 69,3% das picadas registradas no Brasil em 2022, e é responsável por mais de 72% dos casos no estado de São Paulo, de acordo com informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN)”, finaliza o instituto. Â