Por Alexandre Piqui
Os trabalhadores portuários se reúnem nessa quarta-feira (30) para uma assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Estivadores. O encontro acontece às 10 horas em uma praça que fica em frente ao terminal da Ecoporto, no bairro do Valongo em Santos.
A categoria vai discutir sobre o posicionamento da empresa que, segundo o sindicato, não está cumprindo acordo coletivo de trabalho assinado e aprovado no dia 08 de maio de 2019.
A direção sindical denuncia que as operações vem sendo realizadas sem a requisição de 100% de mão de obra avulsa.
Desde sexta-feira (25), uma série de protestos é realizada pelos estivadores. Eles se queixaram, inclusive, da forma como a Polícia Militar agiu em uma das manifestações. Na ocasião alguns manifestantes foram levados para a Delegacia da Polícia Federal.
Em uma carta encaminhada ao Ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, ao Ministro da Justiça Sérgio Moro e ao Ministro da Economia Paulo Guedes à Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (ABRATEC) e Federação Nacional das Operações Portuárias (FENOP) pediram providências em relação aos manifestos.
Em um dos trechos, o texto relata que “esses fatos tem gerado grande desgaste para a imagem do Brasil e do sistema portuário no Exterior”. Diz também que “não há qualquer base legal ou judicial para os pleitos destes sindicalistas portuários, e mesmo assim continuam atuando com estratégias ilegais e práticas criminosas, que envolvem invasões, depredações de instalações e de patrimônio alheio, além de ameaças dos trabalhadores que insistem em tentar trabalhar”, menciona o texto. O ofício é assinado pelos representantes destas instituições.
Em nota, o Sindicato dos Estivadores rebate as acusações. “Essas federações alegam que as empresas as quais representam, não possuem trabalhadores ilegais, (sem registro de cadastro no OGMO), porém elas defendem através de documentos, principalmente na mudança da Lei, que os trabalhadores não devam ter registro e cadastro no OGMO, possibilitando assim a Livre Contratação, posição essa que tais Federações defendem através de reivindicações no Governo Federal e na Justiça do Trabalho”.