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Santos / Porto

Porto continua sem escâner de carga

Dez meses após a primeira apreensão de cocaína encontrada em cargas de frutas no Porto de Natal, a Companhia Docas do Rio Grande (Codern) ainda não adquiriu o escâner de contêiner, equipamento avaliado pela Polícia Federal como principal para evitar o tráfico de drogas no local. Segundo a Codern, os recursos financeiros são insuficientes para a compra ou aluguel do equipamento e não há previsão de liberação no orçamento.

A compra do escâner para o porto é pedida desde 2012, quando a Receita Federal identificou falhas na segurança do porto e alertou para o risco de se tornar um local propício para o tráfico de drogas. A Codern afirmou nesta segunda-feira (9) que “o escâner para o Porto de Natal é uma das prioridades†da atual gestão.

Sem o equipamento, a fiscalização das cargas que saem do Porto de Natal é feita com o auxílio de um cão farejador e outros métodos, na tentativa de “mitigar†o tráfico internacional de drogas. A operação é realizada desde o início da safra de frutas, em setembro, quando o volume de exportações aumentam.

É dentro de contêineres de frutas (melão e manga) que a cocaína traficada é encontrada pelas autoridades alfandegárias brasileiras e estrangeiras. O método para o tráfico é quase sempre o mesmo: a cocaína é empacotada dentro de caixas de frutas e misturadas entre elas, ficando “camufladas†no contêiner.

ISPS Code

O escâner de contêiner é o principal equipamento para evitar o tráfico, mas vistorias realizadas no Porto de Natal este ano também detectaram falhas no sistema de vigilância e irregularidades em outros procedimentos, como entrada de pessoas na área do porto. Foram esses fatores que levaram o local a perder o código internacional de segurança (ISPS Code) ainda em 2014.

Depois que assumiu o cargo, em março, o atual diretor-presidente da estatal, o Almirante Elis Treidler Oberg, afirmou que pretende recuperar o código o mais rápido possível. Uma inspeção da comissão nacional dos portos estava marcada para novembro para analisar a possibilidade de retorno do selo de segurança, mas o procedimento foi adiado para fevereiro do ano que vem. A Codern afirmou que a decisão partiu da própria comissão. A Tribuna do Norte não conseguiu contato com os membros da Comportos.

 

 

 

Fonte: Abtra