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Região / Cotidiano

Morto aos 29 anos, músico Hélio Loreto deixa legado de fãs e amigos

Anderson Firmino

Um grande músico, um pai exemplar, um namorado dedicado. Adjetivos que já acompanhavam o músico Hélio Loreto, morto aos 29 anos com suspeita de Covid-19. O enterro aconteceu na tarde desta sexta-feira, em Praia Grande, restrito a pouquíssimas pessoas – não houve velório.

 

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O adeus a Hélio foi tão rápido quando dolorosa para parentes, amigos e fãs. Uma pessoa, em especial, guarda ótimas lembranças dele. A namorada, Ana Luiza Pereira Lopes, falou ao Portal Mais Santos. Segundo ela, tudo começou há uma semana, quando ele sofreu um desmaio no VLT.

“Na sexta-feira, ele começou a passar mal. Ele desmaiou no VLT e eu fui de ambulância com ele para o UPA Central. Lá, fizeram o exame de Covid-199 e uma radiografia, onde acusou que ele estava com uma infiltração pulmonar. Deram uns remédios para ele, e fizeram o teste coronavírus. A médica disse que parecia estar tudo normal para Covid, que ele poderia ir para casa, se ele ficasse em observação e repousasse também. Mas isso foi também meio que uma opção própria do Hélio, porque a médica ainda falou que preferia que ele ficasse em observação no próprio hospitalâ€, descreve Ana Luiza.

Ela acrescenta que, na última segunda-feira, o músico chegou a fazer tomografia do coração e do pulmão, além de um eletrocardiograma. “Quarta passada, consegui ver o laudo dele pela internet, que dizia que ele estava com 10% do pulmão acometido por uma infecção. Não sabia se foi causado pelo vírus da Covid ou não, não atestava isso. Também falou que ele estava com uma hemorragia no miocárdio. Se ele pegou Covid, que ninguém sabe até agora, apenas agravou o que ele já tinhaâ€.

História de vida

 

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Hélio era vocalista e fundador da banda de rock Mad Mother’s também integrou a banda Budz. Há  pelo menos três anos ele circulava pela noite, tocando em bares e pubs. Fez amigos e fãs – a repercussão nas redes sociais é prova disso. Há dois anos e meio, começou a namorar com Ana Luiza, uma relação que,segundo ela, era cercada de admiração mútua.

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“Nossa relação era muito boa mesmo. Era uma pessoa maravilhosa, especialmente com o filhinho dele, de três anos, com uma ex-namorada. Sempre foi um ótimo pai, trouxe o filho para perto dele. Era uma pessoa que todo mundo admiravaâ€, conta Ana Luiza. O teatro era outra paixão de Hélio.

Tamanha comoção não surpreende a namorada do músico, mas a conforta de certa forma. “As pessoas estão ajudando a perpetuar a memória dele. Todos os gestos de carinho, as demonstrações, as lembranças compartilhadas. O Hélio está deixando um legado de arte boa, música boa, de uma pessoa iluminada. Estão fazendo a estrela dele brilhar muito maisâ€.

Fotos: Arquivo Pessoal