Nesta quinta-feira (19/3), o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), denunciou mais quatro pessoas por ligação com o assassinato do ex-delegado-geral da PolÃcia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes. Elas podem responder por homicÃdio qualificado, duas tentativas de homicÃdio, favorecimento pessoal e integrar organização criminosa armada. É a segunda denúncia relacionada ao caso oferecida pelo Ministério Público, que em novembro de 2025 acusou formalmente outros oito envolvidos no crime.
Segundo a investigação da PolÃcia Civil, os denunciados planejaram e executaram o assassinato de Fontes, que atuou por mais de 40 anos na PolÃcia Civil e chefiou a corporação entre 2019 e 2022. Ele era alvo de ordem de morte emitida pelo alto escalão da facção criminosa (PCC), em retaliação à sua atuação contra a organização.
O planejamento para o homicÃdio começou em março do ano passado, com a subtração de veÃculos, aquisição de armamentos e definição de imóveis para apoio logÃstico. No dia do crime, os executores emboscaram a vÃtima quando ela deixava a Prefeitura de Praia Grande, efetuando dezenas de disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veÃculos utilizados e se dispersaram.
Para elucidar os fatos, foram empregadas técnicas avançadas de investigação que permitiram reconstruir a dinâmica do crime e vincular os denunciados à execução.
O crime foi praticado com emprego de armas de fogo de uso restrito, em emboscada, e resultou também em duas tentativas de homicÃdio contra transeuntes atingidos por disparos. As investigações apontaram que os denunciados utilizaram veÃculos furtados, imóveis de apoio na Baixada Santista e aplicativos de transporte para viabilizar a ação. Um dos envolvidos identificados morreu no curso das investigações ao resistir à prisão.
