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Região / Polícia

Ouvidoria das Pol√≠cias de SP visita a Baixada Santista e ouve den√ļncias da Opera√ß√£o Ver√£o

39 pessoas morreram, em confronto com a polícia, na ação policial. O encontro foi para ouvir famílias de pessoas que perderam a vida na operação. 

 

Foto: Ouvidoria da PM / Reprodução

Da redação

A Ouvidoria das Pol√≠cias do Estado de S√£o Paulo visitou a Baixada Santista neste domingo (3), para ouvir os parentes de pessoas mortas e apurar os √ļltimos casos registrados na Opera√ß√£o Ver√£o, que come√ßou no ano passado e teve refor√ßo em fevereiro de 2024. De acordo com a Secretaria de Seguran√ßa P√ļblica de S√£o Paulo (SSP), 39 pessoas morreram, em confronto com a pol√≠cia, na a√ß√£o policial.

Durante a visita, estiveram presentes o ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Cláudio Aparecido da Silva, Luzia Paula Moraes Cantal, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, e o ex-ministro do DDHH e membro da Comissão Interamericana de DDHH, Paulo Vannuchi. O ponto de encontro foi na Avenida Costa e Silva, no Boqueirão, em Praia Grande.

O grupo visitou a comunidade do Dique dos Caixetas, no Jóquei Clube, em São Vicente, onde ouviram duas familiares de pessoas que perderam a vida na operação.  No período da tarde, eles visitaram a Vila dos Pescadores, em Cubatão, onde ouviram seis testemunhas. Em ambos os locais, foram realizadas coletivas, onde eles deram detalhes dos ocorridos. Conforme Cláudio Aparecido da Silva, os moradores das comunidades têm sofrido intimidação, e por este motivo, deixaram de denunciar.

O ouvidor da Polícia também afirmou que um escritório provisório da Ouvidoria da PM poderá ser fixado na região, para ouvir os depoimentos de mais famílias que tiveram parentes mortos durante a ação policial.

Em nota, a SSP declarou que todos os casos de morte em confronto s√£o rigorosamente investigados pelas policiais, com acompanhamento do Minist√©rio P√ļblico (MP-SP) e do Poder Judici√°rio.¬†¬†As corregedorias est√£o √† disposi√ß√£o para formalizar e apurar toda e qualquer den√ļncia contra agentes p√ļblicos.

Segundo a pasta estadual, os casos de mortes em confronto são consequência da ação violenta dos criminosos contra o trabalho da polícia, no enfrentamento ao crime organizado. Em todos os casos, foram apreendidas armas e drogas com os suspeitos.

3¬į fase da Opera√ß√£o Ver√£o

Foto: Reprodução

 

Durante a Opera√ß√£o Ver√£o na Baixada Santista, iniciativa voltada ao combate √† criminalidade e a garantia da seguran√ßa da popula√ß√£o, 797 criminosos foram presos, incluindo 301 procurados pela Justi√ßa. Al√©m disso, foram apreendidos 562,4 quilos de drogas e 86 armas ilegais, incluindo fuzis de uso restrito. At√© o momento, 39 pessoas morreram em confronto com a pol√≠cia. Segundo a SSP, todos os casos s√£o investigados pela Pol√≠cia Civil, com o acompanhamento do Minist√©rio P√ļblico e do Poder Judici√°rio.

A a√ß√£o policial foi desencadeada no dia 18 de dezembro do ano passado. Por√©m, a 2¬į e 3¬į fase dela, que desencadeou um grande refor√ßo policial, aconteceram ap√≥s a morte do soldado da Rota, Samuel Wesley Cosmo, no dia 2 de fevereiro, em Santos. Ka√≠que Coutinho do Nascimento, conhecido como ‚ÄúChip‚ÄĚ, de 21 anos, foi preso em Uberl√Ęndia, Minas Gerais, e √© acusado de matar o agente.