Da Redação
Válter Suman, prefeito afastado de Guarujá, compareceu na manhã desta quinta-feira (7) na sede da Polícia Federal, em Santos, para prestar depoimento em razão da operação Nácar. Ele era esperado para o período da tarde, porém ele resolveu antecipar e apareceu por volta das 10 horas. O político deixou o local por volta de 12h30.
A segunda fase da Operação visa o aprofundamento das investigações que apuram fraudes nas contratações das áreas da saúde e da educação realizadas pela Prefeitura do Município de Guarujá. Segundo a PF, foram apreendidos R$ 110 milhões em bens – como veículos de luxo – e dinheiro em espécie, além de documentação, que será analisada na investigação. Em Guarujá foram 31 endereços.
Na primeira fase da operação, cumprida em setembro do ano passado, o prefeito Válter Suman e o então secretário de Educação, Marcelo Nicolau, ficaram presos por três dias na Penitenciária 1 de São Vicente. Suman, inclusive, chegou a ser alvo de processo de impeachment, mas foi inocentado pela Câmara Municipal de Guarujá em dezembro. Já Nicolau foi exonerado em outubro.
Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem variar de 12 a 46 anos.
Nácar é a substância liberada pela ostra para se proteger e conter o corpo estranho, formando assim a pérola. O nome da operação é uma alusão ao processo de contenção de ações criminosas no município do Guarujá, conhecido como Pérola do Atlântico.
No dia 5, a Câmara de Guarujá aprovou, por unanimidade, a instalação de Comissão Processante (CP) para analisar novo pedido de impeachment contra o prefeito Válter Suman. O engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, autor do primeiro pedido de impeachment, entrou com uma nova representação no último dia 30 de março, diante dos fatos divulgados na segunda fase da operação da Polícia Federal.
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