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Santos / Educação

Gibi lançado em Santos orienta sobre violência infantojuvenil

Da Redação

Lia e Matheus são irmãos e costumavam brincar juntos na escola e em casa, o lugar onde se sentiam seguros e protegidos junto da mãe. Até que o namorado dela foi morar com eles e passou a explorar sexualmente a menina.

Esse √© o enredo do gibi educativo ‘Ser crian√ßa √© a melhor parte da vida!, lan√ßado pela Prefeitura de Santos nesta ter√ßa-feira (18), Dia Nacional de Enfrentamento √† Viol√™ncia Sexual Infantojuvenil, em cerim√īnia realizada na escola municipal Dino Bueno (Encruzilhada), com a participa√ß√£o de autoridades e estudantes.

Com narrativa fict√≠cia, mas representando a realidade de muitas crian√ßas e adolescentes, o gibi de 18 p√°ginas e tiragem inicial de 10 mil exemplares ser√° distribu√≠do nas escolas da rede, em pr√≥prios p√ļblicos municipais, unidades das secretarias de Desenvolvimento Social e de Sa√ļde e em a√ß√Ķes de cidadania e de organiza√ß√Ķes da sociedade civil.

A iniciativa visa conscientizar a popula√ß√£o para combater a explora√ß√£o do trabalho infantil e a viol√™ncia sexual infantojuvenil, com orienta√ß√Ķes a crian√ßas e adolescentes e informa√ß√Ķes a adultos sobre preven√ß√£o, o que fazer ao identificar casos e quais servi√ßos devem ser acionados.

“Este √© mais um instrumento para ajudar crian√ßas e pais, principalmente agora nesse per√≠odo de pandemia, quando todos ficam mais tempo dentro de casa. √Č um tema dif√≠cil, mas esse gibi √© uma forma de prote√ß√£o e carinho. Que sirva de incentivo”, afirmou a vice-prefeita Renata Bravo.

O juiz da Vara da Inf√Ęncia e Juventude de Santos, Evandro Renato Pereira, dirigiu sua fala √†s crian√ßas presentes, ressaltando que “precisamos perceber e estar atentos aos sinais dos nossos colegas, familiares e vizinhan√ßa. Assim, conseguimos nos ajudar e ajudar o pr√≥ximo. Este projeto faz parte de uma a√ß√£o educativa muito ampla do Munic√≠pio”.

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Conhecimento salva vidas 

A linguagem l√ļdica da publica√ß√£o, que apresenta o direito de brincar, estudar, se alimentar e se sentir seguro e amado, foi destacada pela titular da Seduc em substitui√ß√£o, Maria Helena Marques. “√Č um assunto muito presente na Educa√ß√£o e que h√° muito tempo deixou de ser tabu. Esse gibi ser√° trabalhado de maneira pedag√≥gica nas escolas. Que o aluno seja multiplicador, levando informa√ß√£o para sua casa. O conhecimento salva vidas”.

Uma das primeiras a receber seu exemplar, a aluna Nicolle Ribeiro da Silva, 7 anos, j√° tinha terminado a atividade solicitada pela professora em sala de aula e observava as imagens do gibi, feitas pelos ilustradores Caca Marszolek e Helton Soares, da RC Studio. “Muito legal, minha m√£e vai ler pra mim”, falou a menina. Seu colega de turma, Danilo Matos da Silva, 7, tamb√©m curtiu: “Eu gostei da historinha”.

Rede de proteção

Idealizadora do projeto, a assessora t√©cnica da Segov, Suzete Faustina, destaca que a publica√ß√£o traz ainda ca√ßa-palavras com dados sobre o Estatuto da Crian√ßa e do Adolescente (ECA) e informa√ß√Ķes sobre como funciona a rede de prote√ß√£o e os servi√ßos da Prefeitura que podem ser acionados em casos de viol√™ncia.

“Muitas crian√ßas est√£o em perigo dentro de casa. A sociedade toda precisa estar atenta a essas quest√Ķes para que contribua ao identificar direitos violados, prevenindo essas situa√ß√Ķes”, disse ela, ressaltando a perspectiva de nova tiragem para distribui√ß√£o em escolas estaduais e particulares e para toda a popula√ß√£o.

A produção do gibi teve envolvimento das secretarias de Governo (Segov), Desenvolvimento Social (Seds), Segurança (Seseg) e Educação (Seduc), Ouvidoria, Transparência e Controle (OTC), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e apoio dos poderes Legislativo e Judiciário.

Fotos: Isabela Carrari/PMS