Da Redação
A Polícia Federal, utilizando o Banco Federal de Perfis Genéticos (BFPG) na realização de perícia efetuada na saliva coletada em elementos deixados por assaltantes – uma lata de cerveja – na cena do crime, apontou um dos envolvidos ao mega-assalto de uma agência da Caixa Econômica Federal, no Centro de Santos. O caso aconteceu em dezembro de 2017.
Na segunda-feira (14), a Justiça Federal de Santos transformou em réu o assaltante apontado pela PF, com base na perícia de DNA, acusado pelos crimes de roubo e de integrar organização criminosa.
Criado e coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o BFPG – Banco Federal de Perfis Genéticos utiliza tecnologia de ponta, ultrapassando atualmente a marca de 100 mil perfis cadastrados, sendo esses, em sua maioria, de envolvidos em casos violentos e de abusos sexuais.
O acervo genético já contribuiu para a elucidação de mais de 2 mil investigações no país, não só vinculando autores a delitos, até então sem autoria, como também excluindo suspeitos, acusados e que na verdade se tratavam de inocentes.
Segundo o MPF, responsável pela apresentação da denúncia do assaltante junto à Justiça, as análises estatísticas do exame de DNA, suportam de maneira extremamente forte, as hipóteses de que o perfil genético é do assaltante apontado.
O grupo criminoso foi responsável pela subtração de cerca de R$ 20 milhões em joias que haviam sido penhoradas junto à agência da Caixa Econômica Federal, no Centro de Santos, e também R$ 328 mil, 9.440 Euros, oito revólveres e munições pertencentes a empresa terceirizada de segurança responsável pelo local.
Nas investigações realizadas pela Polícia Federal, estima-se que, pelo menos, dez pessoas participaram da ação criminosa e, com a prisão do assaltante apontado pelo exame de DNA, outros desdobramentos serão possíveis, como a prisão dos demais integrantes e a elucidação integral do caso.
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