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Santos / Porto

Projetos pré-sal tem prioridade máxima

Os principais projetos da Petrobras hoje est√£o voltados para o g√°s natural, cuja explora√ß√£o se centra em √°guas profundas. S√£o v√°rias frentes de desenvolvimento nesse item, que envolvem recursos de US$ 3,7 bilh√Ķes.

O mais importante deles, o chamado Rota 3, encontra-se em implanta√ß√£o. O Projeto Integrado Rota 3, com capacidade de 21 milh√Ķes de m¬≥/dia, contempla a constru√ß√£o de uma Unidade de Processamento de G√°s Natural (UPGN), gasoduto, infraestrutura administrativa e operacional e log√≠stica para recebimento do g√°s e expedi√ß√£o de produtos. O in√≠cio de opera√ß√£o est√° previsto para
2021.

Outro projeto envolve a Unidade de Tratamento de G√°s de Sergipe (UTG-SE) e um gasoduto de 128 km para escoar o g√°s natural. Segundo a Petrobras, a empresa segue avaliando as alternativas de escoamento e destina√ß√£o do g√°s proveniente do projeto Sergipe √Āguas Profundas, previsto no Plano de Neg√≥cios para iniciar a produ√ß√£o em 2023.

 

Um programa, dentro das iniciativas de impulsionar o g√°s natural, foi encerrado no ano passado e ocorreu no projeto Rota 1, em S√£o Paulo, que envolvia a adequa√ß√£o da Unidade de Tratamento de G√°s de Caraguatatuba (UTGCA). A Petrobras informa que aumentou a capacidade de escoamento da plataforma de Merluza para a UTGCA de 7,5 milh√Ķes de m¬≥/dia de g√°s √ļmido do pr√©-sal para 10 milh√Ķes de m¬≥/dia.

A Petrobras tem, de 2018 a 2021, 11 FPSOs (sigla em inglês para a unidade que produz, armazena e transfere óleo) contratados, ou seja, em construção ou a serem construídos. De 2021 a 2023, a previsão é de construir mais sete FPSOs. Recentemente, a Petrobras divulgou comunicados a respeito de dois desses sete FPSOs previstos para serem contratados. Na condição de operadora do Consórcio de Libra, a Petrobras assinou contrato em junho com o Grupo SBM para afretamento e operação do segundo sistema de produção definitivo do campo de Mero, localizado na área noroeste do bloco de Libra.

A unidade ser√° instalada no projeto Mero 2, a cerca de 180 km da costa do Rio de Janeiro e profundidade d‚Äô√°gua m√©dia de 2.100m, no pr√©-sal da Bacia de Santos. A plataforma, do tipo FPSO, dever√° interligar at√© 16 po√ßos e ter√° capacidade de processar 180 mil barris de petr√≥leo por dia (bpd) e 12 milh√Ķes de m¬≥/dia de g√°s.

O início da produção está previsto para 2022. A plataforma se juntará ao FPSO Pioneiro de Libra, dedicado a sistemas de produção antecipada, em operação desde novembro de 2017; e ao FPSO Guanabara, primeira unidade prevista para o sistema de produção definitivo do campo de Mero, com entrada em produção prevista para 2021.

A unidade será operada pela SBM, empresa responsável pela construção, com duração de afretamento do FPSO por 22,5 anos. Parte da construção será realizada no Brasil, em modelo semelhante
ao adotado por outras unidades afretadas pela Petrobras.

O Consórcio de Libra é operado pela Petrobras (40%), em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%), tendo como gestora a Pré-Sal Petróleo (PPSA).

Com rela√ß√£o ao segundo comunicado sobre constru√ß√£o de FPSO, a Petrobras assinou, tamb√©m em junho, carta de inten√ß√£o com o Grupo Modec para o afretamento de plataforma do tipo FPSO, que ser√° utilizado no projeto de desenvolvimento da produ√ß√£o do campo de B√ļzios 5, oriundo do Contrato de Cess√£o Onerosa.

A unidade ser√° instalada a cerca de 180 km da costa brasileira, em l√Ęmina d‚Äô√°gua de 1.900 metros, no pr√©-sal da Bacia de Santos.

O projeto contempla a interliga√ß√£o de at√© 15 po√ßos e ter√° capacidade de processar at√© 150 mil bpd de petr√≥leo e 6 milh√Ķes de m¬≥/dia de g√°s natural. O in√≠cio da produ√ß√£o est√° previsto para 2022.

A unidade será operada pela Modec e afretada por até 21 anos. Parte do plano de execução será realizada no Brasil.

A Petrobras informa ainda que realiza obras de constru√ß√£o da Unidade de Abastecimento de Emiss√Ķes (SNOX) da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Trata-se de uma unidade dedicada ao tratamento dos gases resultantes do processo de produ√ß√£o de combust√≠veis com baixo teor de poluentes, tais como o diesel S-10 (diesel com at√© 10 partes por milh√£o de enxofre). Tamb√©m est√£o sendo feitas modifica√ß√Ķes nas unidades de Coque e Destila√ß√£o Atmosf√©rica.

Com a conclus√£o da obra, o primeiro trem da Rnest aumentar√° sua capacidade de processamento de 100 mil bpd para 130 mil bpd.

O Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 da Petrobras prevê a atuação da companhia em negócios de energia renovável de forma rentável, com foco em eólica e solar no Brasil.

Assim, será implantada a primeira planta piloto eólica offshore do Brasil. A planta piloto consistirá em uma torre anemométrica e em um aerogerador offshore com potência maior ou igual a 6 MW, conectado eletricamente a uma das plataformas da empresa.

Instalada a cerca de 20 km do litoral de Guamaré, Rio Grande do Norte, está prevista a operação plena da planta piloto em 2022.

Adicionalmente, em 2018, foi assinado um memorando de entendimentos com a empresa norueguesa Equinor visando ao desenvolvimento conjunto de neg√≥cios no segmento de energia e√≥lica offshore no Brasil. Essas iniciativas buscam ampliar a atua√ß√£o da Petrobras em energia e√≥lica, uma vez que a companhia j√° possui participa√ß√Ķes em quatro parques de gera√ß√£o onshore em Guamar√© (RN).

Em energia solar, a Petrobras possui a Unidade Fotovoltaica de Alto Rodrigues (UFVAR), uma planta piloto localizada no Rio Grande do Norte composta por cinco diferentes tecnologias de geração fotovoltaica, com potência instalada de 1,1 MW.

Pelo plano de neg√≥cios 2019-2023 da Petrobras, seus investimentos devem alcan√ßar US$ 84,1 bilh√Ķes, sendo US$ 68,8 bilh√Ķes em explora√ß√£o e pesquisa, onde a maioria dos recursos com novas obras e projetos est√£o alocados.

Desse valor da explora√ß√£o, 70% s√£o destinados para desenvolvimento da produ√ß√£o (US$ 48,4 bilh√Ķes, sendo 56% no pr√©-sal e 44% no p√≥s-sal), 16% em explora√ß√£o (passou de US$ 6,8 bilh√Ķes do plano de neg√≥cios 2018-2022 a US$ 10,8 bilh√Ķes nesse novo plano) e 14% de infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento (US$ 9,6 bilh√Ķes).

Fonte: Revista OE