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Estado / São Paulo

João Doria anuncia que ainda não há flexibilização das atividades na Baixada Santista

Nesta quarta-feira (27), o Governador João Doria apresentou a nova fase do Plano São Paulo durante coletiva de imprensa. O site, que entrou hoje no ar, dentre os destaques, mostra mais de sessenta protocolos. “Hoje é um dia particularmente importante para São Paulo e os 46 milhões de brasileiros. A partir do dia 01 de junho, por quinze dias, manteremos a quarentena, porém com a retomada consciente de algumas atividades econômicas no Estado de São Paulo”.

Conforme Patrícia Hellen, Secretária de Desenvolvimento Econômico o plano está dividido em cinco fases. Atualmente, a Baixada Santista, cidades da Grande São Paulo e Registro estão na primeira fase. Nestas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação de UTI e avanço de casos confirmados de pacientes com coronavírus. A capital paulista está na segunda fase.

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  • Na fase 1, apenas os serviços essenciais são liberados.
  • Para a 2, são colocadas algumas liberações.
  • Na 3, de flexibilização, o número de atividades liberados é um pouco maior.
  • Para a 4, será percebida a diminuição da curva, com menores restrições.
  • Já na 5, todas as atividades são liberadas, mas seguindo os devidos protocolos

 

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As cidades poderão avançar ou recuar nas cinco fases, dependendo dos resultados que obtiverem no enfrentamento da doença.

Acompanhe abaixo a listagem por setores: 

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Conforme Rodrigo Garcia, vice governador do Estado, a partir do decreto que o Governador publicará amanhã (28), as zonas vermelhas (que inclui a Baixada Santista), mantém a quarentena atual, em diálogo com os prefeitos.

As laranjas e amarelas, também mantendo o contato com as prefeituras, afim de verificarem o que poderá ser flexibilizado, conforme Rodrigo Garcia.

Comitê de Saúde

Sobre a quarentena, Dr. Dimas Covas diz que este foi um trabalho exitoso. “Tem demonstrando a sua eficiência, diz Dimas Covas”. Conforme o médico, o Estado de São Paulo teria 950 mil casos se não tivesse tomado medidas de isolamento. Hoje são 84 mil casos. Poupamos 65 mil vidas.

Dr. João Garbado, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde e que é o novo integrante do Comitê, diz que sente orgulho por estar do lado destas pessoas. “Desde a saída do MS, temos procurado a atender pedidos em vários estados brasileiros. Para nós é uma honra poder contribuir com a nossa experiência.

“As pessoas que dizem que as medidas que foram tomadas pelos governadores, prefeitos, não surtiram efeito no achatamento da curva, isto não é verdade”.

“Não pode ser dito e que, apesar de tudo, ocorreram óbitos em São Paulo e no Brasil. Deveríamos dizer que apesar de todas as medidas estes foram os casos que ocorreram e é muito menor do que se não tivéssemos tomado estas medidas”.

“A nossa situação é muito boa em relação a outros países. O Brasil tem uma situação melhor do que comparado a Espanha, França, Itália e Estados Unidos. Este esforço não pode ser negado”. “São Paulo era responsável por 68% dos óbitos no início da pandemia no País e hoje é de 48%”.

Confira os principais destaques do discurso inicial do Governador João Dória 

“No dia 11 de março deste ano foi decretada a pandemia do coronavírus. No dia 16 de fevereiro, o Brasil teve a constatação de uma pessoa portadora da doença. No mesmo dia criamos um Comitê de Saúde em conjunto ao David Uip. Fomos em busca da ciência, da medicina, da saúde e especialistas desta área para nos orientar sobre os procedimentos em todo o Estado”.

“Hoje, de forma voluntária, o comitê é composto por 16 membros, de forma virtual, mas diariamente. Todas as nossas ações são fundamentadas na saúde e na ciência. Optamos também por transparência absoluta. Tanto a prefeitura como o Governo de São Paulo, comunicando de forma clara a imprensa brasileira e internacional. Aqui não há achismo”.

“Passamos a ter aqui ações coletivas. E não impondo e decidindo soberanamente. Tivemos êxito neste esforço e com a colaboração da população. Tivemos 6 dias de feriado prolongado. Antecipamos feriados. Nos feriados prolongados, conseguimos um isolamento que subiu em média 2%. São 880 mil pessoas que ficaram em sua casa em isolamento social. Muito obrigado a todas estas pessoas”.

“A quarentena em São Paulo, desde o seu inicio até o dia 31 de maio vai salvar 65 mil vidas. Estes são dados da ciência. Já temos 600 novos respiradores instalados e em operação até sexta desta semana. 17 mil pessoas foram salvas no SUS de São Paulo. Agradeço também a todos os profissionais de saúde. A estes heróis da medicina, nossos agradecimentos”.

“Quero registrar a coragem do Prefeito Bruno Covas, seus secretários e colaboradores. Têm sido gigantes nesta batalha em vencer o coronavírus e diminuir o número de infectados e vítimas. Estendo também o agradecimento a prefeitos, que igualmente, vem tendo posturas corretas e obedecendo as orientações do Governo do Estado e que estão alinhadas com a Organização Mundial de Saúde”.

“O vírus afetou fortemente a economia do Brasil e a que lidera o Estado de São Paulo, que é a maior economia do País. Mantemos 74% das atividades em funcionamento no Estado. Cabe ao agradecimento daqueles que do setor privado respeitaram todas as normas”.

“Fizemos as medidas certas na hora certa. Tentamos, avançamos, corrigimos também o que foi necessário e faremos sempre. O nosso compromisso é com a vida, com acertos e não com erros. Respeitamos a vida de 46 milhões de brasileiros que vivem em São Paulo”.

“Respeitamos também os veículos de comunicação. Graças a qualidade da informação, a precisão e a transparência dos meios de comunicação, estamos vencendo também a batalha contra a fake news, as mentiras que prejudicam a todos”.

“Como consciência deste esforço coletivo, poderemos dar um cuidadoso e importante passo adiante com esta nova etapa da quarentena, denominada como retomada consciente, de 01 a  15 de junho e que vai permitir que alguns lugares retomem gradualmente e de forma segura. A retomada consciente parte do princípio e colaboração de todos. Estaremos monitorando dia a dia a evolução do processo”.

“Peço um apelo para que você respeite a orientação correta. A nova fase do Plano São Paulo não é um relaxamento, e sim, um monitoramento. Esta fase seguirá a orientação da ciência, medicina e saúde. Temos dados técnicos para permitir esta gradual e segura retomada”.

“Será possível nas cidades que tiverem redução consistente do número de casos, leitos e uso obrigatório de máscaras”.

“Vamos garantir tratamento correto e justo para que a retomada consciente seja bem sucedida”.