Da Redação
Guarujá registrou 16 casos confirmados de dengue de janeiro a abril deste ano. O número é de 98,75% menor do que a quantidade identificada no mesmo perÃodo do ano passado, quando o MunicÃpio apresentava 1.275 casos da doença. O sucesso nos Ãndices é resultado dos esforços e investimentos que a Prefeitura de Guarujá têm feito para a prevenção e combate à s arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
A Secretaria Municipal de Saúde comemora o avanço, sobretudo no ano em que o Ãndice larvário é o maior da série histórica, com 9,7. O Levantamento Rápido de Ãndices para Aedes aegypti (LIRAa) é o indicador para as possibilidades de surto de dengue.
O indicador considera a quantidade e o potencial de larvas do mosquito Aedes aegypti em criadouros, sobretudo em ambientes domésticos. Os dados epidemiológicos consideram Ãndices menores que 1 satisfatórios, com sinalização verde. Já entre 1 e 3,9 é apontado o estado de alerta, com identificação amarela. Quando o LIRAa é igual ou superior a 4, a Cidade está em risco de surto, com sinal vermelho.
Em janeiro deste ano era de 9,7. No inÃcio do ano passado havia sido de 8,5. No inÃcio de 2020 alcançava 4,6 e no inÃcio de 2019 foi de 1,4.
Superação
Para fazer o enfrentamento ao risco de surto de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como chikungunya, zika e febre amarela, a Superintendência de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Guarujá mapeou as áreas de risco intensificou as ações de conscientização, prevenção e combate.
As equipes de agentes de combate a endemias contaram com o reforço de 30 novos profissionais que foram convocados, a colaboração de agentes comunitários de Saúde e do Sindicato dos Empregados em EdifÃcios e CondomÃnios (Seeclag) Guarujá, que facilitou o acesso dos agentes nos condomÃnios residenciais e empresariais.
O MunicÃpio recebeu ainda apoio da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), do Governo Estadual, que enviou um veÃculo de apoio e readequou o fornecimento da quantidade de larvicida para a demanda identificada pela Secretaria Municipal de Saúde.
A Coordenadoria de Combate à s Endemias adotou ainda a estratégia de antecipar as ações preventivas desde outubro, antes da chegada do verão quando há mais chuvas e calor, fatores determinantes para a reprodução das larvas nos focos de água parada. Com o resultado de janeiro, foram traçadas novas ações, com o trabalho de nebulização e aumento de vistorias em abordagens onde os Ãndices locais e potenciais eram mais altos, como os bairros Pae Cará, Santo Antônio e Centro.
Foto: Divulgação PMG
