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Ela já foi o Primeiro-Sargento da PolÃcia Militar de São Paulo e atualmente é uma digital influencer. Sandra Almeida não sabia que a vida daria tantas voltas e atuaria em duas carreiras completamente opostas, indo da farda policial aos saltos altos tão rapidamente.
Tudo começou aos 18 anos, quando Sandra cursava faculdade de Educação FÃsica e bateu o martelo e decidiu que entraria para a PolÃcia Militar. “Nessa época, um dos meus melhores amigos no curso era da Tropa de Choque, e eu já era formada em Técnica de Enfermagem e pretendia trabalhar no resgate nos Bombeiros. Foi aà que meu amigo me indicou que o caminho era através da PolÃcia Militar. Entrei para a PM e acabei me apaixonando pela profissão e não saà maisâ€, explica.
Após a formação, a jovem trabalhou mais de uma década em patrulhamento noturno. Depois disso, se tornou sargento e atuou no cargo por apenas três meses antes de receber um convite para realizar cursos no Tribunal de Justiça de São Paulo. Para ela, esse foi o maior desafio e também o auge da carreira policial que exerceu.
“Durante minha carreira me orgulho e me encho de alegria ao dizer que fui uma das instrutoras dos cursos de formação, tanto para soldados quanto para sargentos. Porém, sem dúvida, este foi o grande desafio da minha carreira! Atuar nas ruas de São Paulo já é um grande desafio diário, porém contribuir com a educação e formação de novos policiais é uma responsabilidade muito grande! Eu ensinava Psicologia e Doutrina de PolÃcia Ostensiva, que são fundamentais para formar bons policiaisâ€, relata.
Em um ambiente geralmente dominado pelos homens, Sandra afirma que nunca sofreu preconceito, mas ainda encontra resistência quando se trata de um trabalho realizado por mulheres na corporação. Entretanto, ela é otimista e acredita as mulheres têm conseguido conquistar espaços na polÃcia, assim como em todas as outras profissões.
” Ainda existe resquÃcios de preconceito, mas meu maior desafio foi conquistar o respeito profissional como policial não por ser mulher, mas pela profissional que eu sou! Pois sempre me senti confortável, mesmo diante das responsabilidades, pois confiava no meu profissionalismo e sempre demonstrava a minha confiança para meus comandados, pares e superiores. Por isso, sou prova de que a cultura totalmente masculinizada da PolÃcia Militar passa por um processo de transformação, pois mulheres competentes estão ocupando cada vez mais espaços importantes na PMâ€, afirma a influencer.
Influencer
Atualmente, Sandra Almeida está de Licença sem Vencimento da PolÃcia Militar e atua como influencer digital. A reviravolta veio de repente e a jovem agarrou a oportunidade. Apaixonada por moda, festas e viagens, ela tinha o hábito de postar no Instagram seu dia a dia. O que ela não sabia era que o simples hobby se tornaria, hoje, sua profissão. “Muita gente começou a me seguir e pedir dicas de como me vestia, dos lugares que ia. Mas confesso que não sabia onde isso poderia dar. Quando comecei meus stories, algumas marcas começaram a entrar em contato para enviar produtos. DaÃ, então, não parei mais”, comenta.
A paulistana mora há quase um ano em Boston, nos Estados Unidos. O motivo que levou a influenciadora a deixar o Brasil é o marido, o empresário e atleta Samuel Almeida, dono da Alliance Jiu-Jitsu Framingham. “Vir para cá foi a opção que tive, pois meu marido mora aqui! Estamos casados há seis meses, mas juntos há dois anos. Já até acostumei com a neve, adoro esse lugarâ€.
Ela comenta que sente saudades da famÃlia, da alegria do povo brasileiro e da beleza natural que o Brasil possuÃ, mas prefere viver em um paÃs com mais estrutura, organização e com muito mais segurança.
Mesmo com uma carreira completamente diferente, Sandra recebe muitas perguntas de seus seguidores sobre o perÃodo em que passou dentro da polÃcia. “Recebo muitas mensagens das minhas seguidoras perguntando sobre como é ser policial e sempre tento passar que precisa ter amor pela carreira militar. Eu fiz da minha carreira minha melhor experiência. Pois o que eu vivi de ruim, acredito que exista em qualquer profissão. As regras são rÃgidas e para quem está em busca apenas de um emprego eu não indico. Quem quer entrar nessa profissão precisa vislumbrar uma carreira e amar o que fazâ€, finaliza.