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Internacional

Bicampeão olímpico: Brasil derrota a Espanha e fatura ouro no futebol

Da Agência Brasil

Com dose extra de emoção, o Brasil venceu a Espanha por 2 a 1 na manhã deste sábado (7), em Yokohama (Japão), e garantiu o segundo ouro consecutivo do futebol masculino em Jogos Olímpicos. O heroi da final foi o atacante Malcom, que entrou na prorrogação e decidiu. Com o resultado, o país somou seu sétimo ouro nos Jogos de Tóquio, igualando o desempenho no Rio, cinco anos atrás.

Brasil e Espanha fizeram um duelo equilibrado e movimentado desde o início. Aos 15 do primeiro tempo, Diego Carlos salvou em cima da linha o que seria o gol espanhol. Aos 37, após checagem do VAR, foi assinalado pênalti do goleiro Unai Simón em saída atrapalhada da meta, atropelando Matheus Cunha. No entanto, na cobrança, Richarlison chutou por cima do gol, desperdiçando a chance de abrir o placar.

Porém, não demorou para o Brasil conseguir enfim sair na frente. Nos acréscimos da primeira etapa, Daniel Alves salvou um cruzamento de Claudinho que sairia pela linha de fundo. A bola subiu e Matheus Cunha ganhou dos zagueiros espanhois para dominar e chutar com precisão no canto esquerdo do goleiro: 1 a 0.

Na volta para o segundo tempo, a Espanha recuperou o jogo de posse de bola, enquanto o Brasil passou a se focar no contra-ataque. Foi assim que Richarlison quase ampliou. Aos seis minutos, ele recebeu na área, driblou o zagueiro e chutou. O desvio do goleiro Simón foi o suficiente para a bola sair da trajetória das redes e encontrar o travessão.

A Espanha também parou no travessão por duas vezes, até marcar aos 16. Soler cruzou da direita e Oyarzabal, de primeira, finalizou longe do alcance do goleiro Santos. Daí em diante, a Espanha manteve a posse da bola, criando dificuldades para a seleção brasileira, mas sem conseguir transformar a vantagem em liderança no placar.

Prorrogação

Na prorrogação, o técnico André Jardine substituiu Matheus Cunha por Malcom, uma substituição que se mostraria decisiva.

Recuperando o f√īlego, o Brasil passou a dominar o jogo, utilizando principalmente o lado esquerdo, com o pr√≥prio Malcom e o lateral Guilherme Arana. O lance capital aconteceu aos quatro minutos do segundo tempo da prorroga√ß√£o.

Malcom recebeu lançamento longo pela esquerda, passou pela marcação ao dominar a bola e saiu na cara do gol. Ele tocou na saída do goleiro para dar a vitória e o ouro ao Brasil.

O gol representou a conclus√£o de uma hist√≥ria curiosa do atacante de 24 anos. Ele fez parte da lista inicial de Jardine, mas n√£o foi liberado pelo seu clube, o Zenit, da R√ļssia, por ainda ter uma final a disputar com o time. Posteriormente, com a les√£o e o corte de Douglas Augusto √†s v√©speras da viagem para o Jap√£o, ele acabou sendo reconvocado, agora j√° com a permiss√£o do Zenit. Ele foi o √ļltimo atleta a se apresentar √† sele√ß√£o para a Olimp√≠ada.

O Brasil, que at√© 2016 colecionava decep√ß√Ķes no futebol masculino em Olimp√≠adas, agora tem dois ouros. H√° cinco anos, o palco foi o Maracan√£. E neste s√°bado, o Est√°dio de Yokohama, o mesmo onde a sele√ß√£o conquistou seu √ļltimo t√≠tulo da Copa do Mundo, em 2002.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF