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Regi√£o / Cotidiano

Lobo Marinho Subantártico é resgatado de praia em Peruíbe

 - REVISTA MAIS SANTOS

(Crédito: Divulgação)

Na manhã desta sexta-feira, por volta das 9h30, a equipe do Instituto Biopesca que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) resgatou um lobo-marinho-subantártico (Arctocephalus tropicalis) de praia em Peruíbe (SP). O Instituto foi avisado da presença do animal às 22h30 de ontem (13) e a equipe o manteve em observação durante a madrugada, no aguardo da possibilidade de seu retorno para o mar. Essa vigília teve o apoio da Guarda Civil Municipal de Peruíbe.

O animal não estava debilitado e, assim, o Biopesca o translocou para uma praia mais isolada, a do Arpoador, a fim de monitorar o seu retorno para o mar. Esse procedimento foi necessário porque o local em que o lobo-marinho estava descansando é uma praia urbana, com movimento de pessoas e animais, o que prejudica sua recuperação, já que essa situação pode estressá-lo. A praia do Arpoador fica localizada no Parque Estadual do Itinguçu, área de preservação ambiental em Peruíbe.

‚ÄúComo o animal n√£o voltou para o mar durante a madrugada, optamos por lev√°-lo para uma praia mais isolada, onde ser√° novamente solto e ter√° suas condi√ß√Ķes cl√≠nicas avaliadas para atestar seu bom estado de sa√ļde‚ÄĚ, explica o m√©dico veterin√°rio Rodrigo Valle, coordenador geral do Biopesca.

O advogado e agente da propriedade industrial Kleber Dantas e a psic√≥loga Luana Batalha, estavam no local.¬†‚ÄúPela informa√ß√£o que eu obtive no local, o animal foi encontrado a noite. A empresa que faz o monitoramento s√≥ tomou conhecimento de manh√£. Quando eu cheguei, tinha uma aglomera√ß√£o e a √°rea ainda n√£o estava isolada. Como eles fazem a ronda, quando chegaram, isolaram o local e retiraram o lobo‚ÄĚ, diz Kleber. √Č um perigo tanto para o animal, como para a popula√ß√£o‚ÄĚ.

Operação

Durante a operação, foram adotados todos os procedimentos de segurança tanto para a equipe, com o uso de equipamentos de proteção individual Рnecessários para o resgate e também em função da pandemia da covid-19 Рcomo para o animal, que ficou isolado por faixa de segurança durante a observação realizada na madrugada.

Essa esp√©cie se distribui amplamente no Hemisf√©rio Sul e habita ilhas oce√Ęnicas da Converg√™ncia Ant√°rtica dos oceanos Atl√Ęntico, Pac√≠fico e Indico, a exemplo das ilhas de Gough, Pr√≠ncipe Edward e Amsterdam, onde est√£o suas col√īnias reprodutivas, como tamb√©m regi√Ķes do sul da √Āfrica, Austr√°lia, Ilhas Ge√≥rgia do Sul e Am√©rica do Sul (Brasil, Uruguai e Argentina), para onde migram a fim de se alimentar durante o inverno e a primavera.
Muitas vezes, os lobos-marinhos param nas praias apenas para descansar da longa viagem. Em outras ocasi√Ķes, precisam de cuidados mais intensivos e s√£o levados para institui√ß√Ķes especializadas.

Na praia, a orienta√ß√£o do Biopesca √© que as pessoas n√£o se aproximem dos lobos-marinhos para que eles possam descansar sem ser incomodados e acionem as institui√ß√Ķes que s√£o capacitadas para atuar com estes animais, como o Instituto Biopesca. Caso ele se sinta importunado e volte ao mar antes de recuperar as energias, a sua chance de sobreviv√™ncia diminui.

O Instituto Biopesca √© uma das institui√ß√Ķes executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produ√ß√£o e escoamento de petr√≥leo e g√°s natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados, ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).