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Região / Cotidiano

Moradores da Baixada Santista e Vale do Ribeira acordaram com terremoto, nesta sexta-feira (16)

Os tremores foram na manhã desta sexta-feira (16), por volta de 08h20. Segundo o chef de cozinha, morador de Peruíbe, Maike Freitas, “Fez um barulho como se estivesse um caminhão pesado passando por cima da casa. Fiquei tremendo de frio e de medo.”

 

Vídeos: Redes Sociais / Defesa Civil do Estado de São Paulo / Arquivo Pessoal

 

Por Vinícius Farias

Os moradores da Baixada Santista e Vale do Ribeira acordaram assustados na manhã desta sexta-feira (16), por volta de 08h20, devido aos fortes tremores que atingiram as cidades. Segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira, o epicentro foi nas cidades de Itariri, Miracatu e Iguape, com registro de 4.0° de intensidade, na escala Hitcher, marcada pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Na Baixada Santista, moradores de Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá relatam ter sentido os tremores.

Segundo o coronel, “É importante esclarecer que tremores de terra na escala de 3.5° a 5.4° não costumam causar danos estruturais. Neste momento, as equipes da Defesa Civil permanecem em campo”, tranquilizou o coordenador da Defesa Civil.

Em nota, a Defesa Civil do Estado de São Paulo informou, que até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil não receberam nenhum chamado para ocorrência com vítimas ou danos estruturais.

Nas imagens é possível ver o momento dos tremores em diversos pontos.

A Defesa Civil orienta que a população ligue para o Corpo de Bombeiros, pelo número 193 ou Defesa Civil, pelo número 199, caso haja vítima ou observe algum dano estrutural no imóvel.

 

Relato:

Segundo o chef de cozinha, morador de Peruíbe, Maike Freitas, ele relata que todos os moradores estavam em casa, quando os celulares tocaram avisando sobre os tremores. “Vimos em um dos celulares, que era um aviso de terremoto de 4.7° na escala e assim que lemos a janela começou a tremer, o chão começou a tremer. Pegamos nossas coisas e fomos para a rua. Os vizinhos também foram para a rua, pois também foram avisados pela notificação no celular. Fez um barulho como se estivesse um caminhão pesado passando por cima da casa. Fiquei tremendo de frio e de medo. Passou em alguns segundos, mas foi uma coisa tenebrosas”, relatou o morador.

 

Terremotos – Dados Mundo Educação (UOL)

Os terremotos podem ser avaliados ou medidos pela quantidade de energia liberada, ou seja, medida pela escala Richter que varia de 0 a 9 graus e também pelo nível de destruição apresentado. Assim, cada magnitude de energia expressa em escala Richter produz consequências específicas.

Terremotos que apresentam escala inferior a 3,5 graus têm possibilidade de ser registrado, no entanto, é muito difícil de ser percebido.

Tremores com liberação de energia entre 3,5 a 5,4 graus na escala Richter em grande parte das vezes são percebidos com consequências modestas ou despercebidas.

Abalos com registros na escala Richter inferior a 6 graus produzem destruição significativa em edificações com construção frágeis, já nas edificações de construção estruturada os prejuízos são pequenos.

Terremotos com intensidade de 6,1 a 6,9 graus na escala Richter são capazes de destruir tudo num raio de 100 quilômetros.

Tremores que variam entre 7 e 7,9 graus na escala Richter são propícios à retirar os edifícios de sua fundações, sem contar o surgimento de fendas no solo e danificação de toda tubulação contidas no subsolo.

Abalos sísmicos com intensidade que oscila entre 8 e 8,5 graus na escala Richter configura como de grande magnitude, seus efeitos destroem pontes e praticamente todas as construções existentes.

Destruição total ocorre com tremor de 9 graus na escola Richter, e, hipoteticamente, se houvesse um terremoto de 12 graus a Terra seria partida ao meio.