PUBLICIDADE

Santos / Cotidiano

Fim do cartão “Bolsa Alimentação” gera críticas em Santos

Da Redação

A interrupção no pagamento do Cartão “Bolsa Alimentação” para cerca de 8 mil famílias de estudantes, em situação de vulnerabilidade social, tem causado apreensão em Santos. Tudo porque, em muitos casos, trata-se da única forma de garantir uma boa alimentação para os estudantes.

O benefício era pago para suprir a ausência da merenda escolar aos alunos da rede municipal. A refeição deixou de ser ofertada com a suspensão das aulas presenciais, devido à pandemia de Covid-19.

O Bolsa Alimentação era creditado no cartão Alelo. A Prefeitura aplicava metade dos recursos. Os outros 50% eram implementados pela iniciativa privada. Dessa forma, eram pagos R$ 202 para os alunos das creches, R$ 126 para os matriculados na pré-escola e R$ 110 para estudantes do Ensino Fundamental.

Presidente da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos, a vereadora Telma de Souza (PT) afirma que, ainda em março, dias antes do anúncio oficial da pandemia e confirmação da suspensão das aulas presenciais, levou esta questão à Prefeitura. “Para muitas famílias, a merenda escolar era a única refeição diária de uma criança. As pessoas precisam desta retaguarda mínima do feijão com arroz e do leite de cada diaâ€.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Santos afirma que “a Secretaria de Educação (Seduc) informa que reiniciará, na próxima semana, nas escolas municipais, a distribuição das cestas básicas para as famílias de alunos. O cronograma de distribuição estará disponível no Portal da Prefeitura de Santos :https://www.santos.sp.gov.br/?q=institucional/cesta-basica-solidariaâ€.

Sobre os cartões, a Seduc afirma que estava previsto para dois meses e foi feito um terceiro mês adicional. Recebem a cesta 22.930 famílias (28.472 alunos atendidos – toda a rede municipal de ensino). Já o cartão alimentação atendeu 8.339 alunos.

Foto: Anderson Bianchi/Prefeitura de Santos