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Santos / Polícia

MP pede R$ 300 mil de indeniza√ß√£o para fam√≠lia de idoso morto ap√≥s ser v√≠tima de ‚Äúvoadora‚ÄĚ no tr√Ęnsito

O promotor Fabio Perez Fernandez requereu a fixa√ß√£o de valor m√≠nimo de R$ 300 mil √† fam√≠lia do idoso C√©sar Fine Torresi, como forma de repara√ß√£o dos danos morais causados pelo empres√°rio Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, acusado de agredir a v√≠tima com um chute no t√≥rax, conhecido como ‚Äúvoadora‚ÄĚ.

O crime ocorreu no √ļltimo dia 8, na Rua Professor Piraj√° da Silva, na lateral do Praiamar Shopping, no bairro da Aparecida. Tiago dirigia um Jeep Commander e o idoso atravessava a via de m√£o dada com um neto, de 11 anos, que presenciou a agress√£o. A v√≠tima bateu a cabe√ßa no ch√£o, ficou inconsciente, e foi levado para a Unidade de Sa√ļde onde sofreu tr√™s paradas card√≠acas e faleceu de traumatismo cranioencef√°lico.

Fernandez defende ainda a manutenção da preventiva do acusado. O pedido foi feito no início da noite de domingo (16/6), reforçando ainda a solicitação por sua condenação por dano moral.

Horas depois, o juiz Alexandre Betini, da Vara do J√ļri de Santos, recebeu a inicial do Minist√©rio P√ļblico (MP) e determinou que o denunciado seja citado para responder √† acusa√ß√£o, por escrito, no prazo dez dias.

No s√°bado (15/5), a delegada Liliane Lopes Doretto, do 3¬ļ DP de Santos, havia conclu√≠do o inqu√©rito policial e indiciado Tiago por homic√≠dio qualificado pelo motivo f√ļtil e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da v√≠tima.

Em sua den√ļncia, Fernandez atribuiu as mesmas qualificadoras ao crime. ‚ÄúDesferindo um chute brutal contra o peito de um idoso de 77 anos de idade, o denunciado sabia do risco ‚ÄĒ e com ele consentiu ‚ÄĒ de causar uma queda que poderia ser mortal, como de fato foi‚ÄĚ, destacou o promotor.

Segundo o representante do MP, o motivo f√ļtil decorreu do inconformismo do r√©u ‚Äúcom o mero fato de a v√≠tima haver atravessado a rua fora da faixa e encostado a m√£o em seu carro‚ÄĚ.

Preso em flagrante por policiais militares, o acusado foi autuado originariamente por lesão corporal dolosa seguida de morte. Na audiência de custódia, a Justiça decretou a sua prisão preventiva.

O advogado Eug√™nio Malavasi impetrou pedido de Habeas Corpus, cuja liminar foi negada pelo desembargador Hugo Maranzano, da 3¬™ C√Ęmara de Direito Criminal do Tribunal de Justi√ßa de S√£o Paulo (TJ-SP), para quem a cust√≥dia cautelar est√° amparada em ‚Äúelementos concretos‚ÄĚ.

Depois, o defensor pleiteou a prisão domiciliar do cliente, sob a justificativa de que ele passa por tratamento psiquiátrico e tem três filhos menores de idade, um dos quais com transtorno do espectro autista. Betini indeferiu esse pedido.

Fonte: Consultor Jurídico