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Brasil / Economia

Período de isolamento social leva consumidores a aumentarem compras pela Internet

Estudo realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) compara as vendas realizadas em fevereiro e março de 2020 com as do mesmo bimestre de 2020. O resultado é um aumento significativo no consumo dentro do varejo digital. Em números, a análise mostra a elevação online nas categorias de supermercados (80%), saúde (111%) e beleza e perfumaria (83%). Por outro lado, segmentos como câmeras, filmadoras e drones (-62%), games (-37%), eletrônicos (-29%) e automotivo (-20%), apresentaram forte queda no período.

“Houve uma mudança significativa no comportamento do consumidor com a chegada da Covid-19. Setores que geralmente apresentam bons resultados tiveram queda significativa, enquanto outros, de menor porte no e-commerce, ganharam o protagonismo. A tendência é que o cenário continue dessa forma, com consumidores cada vez mais engajados nas compras à distância e movimentando de forma significativa o consumo de categorias relacionadas às necessidades básicas do dia a dia e ao esforço de prevenção da Covid-19”, destaca André Dias, diretor executivo do Compre&Confie.

Esse é um ponto de vista compartilhado por Mauricio Salvador, presidente da ABComm, ao afirmar que a falta de mobilidade urbana é um atrativo valioso para o varejo digital. “As empresas que não levaram seu modelo de negócios para a Internet estão em desvantagem agora, correndo sérios riscos de sobrevivência, principalmente levando em conta o fato de que não sabemos quanto tempo vai durar essa crise”, afirma. “É preciso buscar presença digital. É possível começar a vender online de forma rápida e simples, sem a necessidade de investimentos massivos”, completa.

Ao mesmo tempo em que a oportunidade é real, um novo desafio deve surgir nos próximos dias: logística para as entregas. De acordo com a ABComm, o setor já mostra preocupação com medidas que possam restringir a circulação de empresas que realizam entregas nas cidades, fator que pode abalar a confiança do consumidor com o varejo digital.

“É uma preocupação válida e estamos observando cada vez mais empresas buscando alternativas a esse cenário. Nos Estados Unidos, observamos a movimentação da Amazon para contratar profissionais para os centros de distribuição e rede de entregas, por exemplo. Estamos atentos para observar como deve ser esse comportamento no Brasil com a quarentena instalada em grande parte do país”, finaliza Salvador.

Fotos: reprodução/internet