COLUNASMAIS SAÚDE

A autoimagem corporal é real?

O corpo humano é reflexo da integração de diversos fatores. A carga genética pode determinar limites que serão explorados ao máximo pelo estilo de vida. No esporte de competição, isso parece ser evidente, uma vez que os corpos dos campeões, dentro de cada modalidade, tendem a ser semelhantes entre si. Mas no cotidiano isso nem sempre é possível. Buscar um corpo saudável não significa consegui-lo dentro de um padrão estético pré-definido pela moda.

A insatisfação com o próprio corpo é generalizada no mundo, entre as idades e quanto ao gênero, apesar de estudos demonstrarem que as mulheres são mais acometidas. As mudanças corporais e de relação interpessoal que se modificam durante a vida, da adolescência à velhice, precisam ser incorporadas por um processo de autoaprendizagem e de autoconhecimento para que não se transfigurem em problemas de maior dimensão.

Do ponto de vista da saúde, a taxa de gordura corporal é um dos parâmetros utilizados para se definir um corpo adequado. Para tanto, o Índice de Massa Corporal – IMC – talvez seja o mais popular e simples, assim como a avaliação da circunferência abdominal. Mas existem técnicas mais sofisticados com uso o de instrumentos como o adipômetro, bioimpedância, tomografia, dentre outros.

Assim, ser saudável não necessariamente significa ter um corpo escultural. Mas vivemos em uma sociedade competitiva com alta valorização estética que pode exercer muita pressão sobre as pessoas gerando uma condição patológica para a busca de “um corpo perfeito”. Essa patologia complexa, denominada de forma simples como dismorfia ou dismorfofobia, ainda não está plenamente caracterizada. Em vários graus, pode gerar agravo à saúde das pessoas, sendo necessária a atenção médica e/ou psicológica para a superação do problema.

Estima-se que acometa mais de 150.000 pessoas ao ano, no Brasil. A insatisfação com o próprio corpo não é questão objetiva, mas resultante dos desejos individuais, atitudes emocionais e das interações com outras pessoas. Os indivíduos percebem o próprio corpo no contexto integral de sua pessoa. Assim, a baixa autoestima corporal torna-se importante fator no desenvolvimento de transtornos alimentares extremos, como a anorexia, ou a própria obesidade.

O Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br

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