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Obesidade infantil

Por Paulo Lorandi

Foto: Nit

A obesidade infantil tem crescido no Brasil e no mundo. Em nosso país, o excesso de peso já tem sido detectado em crianças a partir de cinco anos, mais no ambiente urbano do que rural. Essa condição já é preocupante por si só, mas estima-se que essa geração apresente muitos problemas em sua fase adulta, o que trará consequências individuais e coletivas. Maior risco de mortalidade e de internações, menor produtividade e mais custo social.

A obesidade é uma doença complexa, multifatorial. Condicionantes biológicos, ambientais, socioeconômicos, psicossociais e culturais estão envolvidos, mas é consenso que, nos dias de hoje, a ingestão de alimentos ultraprocessados e baixo estímulo para as atividades físicas são as principais causas, principalmente, no público infantil.

A atividade física regular é tão importante e em muitos aspectos. Um estudo dinamarquês mostrou que a atividade física regular em sala de aula, durante as classes de matemática melhoraram o aprendizado da matéria. A atividade física não foi intensa o suficiente para modificar os padrões de peso e de obesidade, mas mostrou que manter-se ativo favorece a capacidade cognitiva. O estudo comparou os resultados entre grupos que praticaram atividade física com outros grupos que não, e a aprendizagem foi significativamente melhor.

Ainda que movimentar-se seja natural para a criança, o padrão de comportamento dos pais diz muito a respeito sobre o dos filhos. Estudo americano mostrou que pais sedentários criam mais crianças sedentárias e que o grau da atividade da mãe é forte influência para o comportamento dos filhos. Não significa que pais ativos criem crianças ativas, mas que é necessário que pais e filhos façam atividades físicas conjuntas para estimular que as crianças sejam mais ativas. Passeios a pé nos parques e nas praias são uma boa opção.

Algumas pesquisas mostram que a partir dos 11 anos de idade a atividade física tende a cair e o peso aumentar. Portanto, as escolas e, sobretudo, a família precisa pensar em formas de se manter ativas, principalmente nessa faixa etária. Nos EUA, um programa de desse tipo envolveu os jovens e suas famílias em atividades de aprendizado sobre como preparar alimentos saudáveis associado a atividade física conjunta. Os resultados, ainda que tímidos, foram animadores. O problema obesidade exige solução conjunta.

Um elemento importante que precisa ser enfrentado é o grau de publicidade que crianças e jovens estão expostos induzindo-os a se alimentar de forma não saudável. A atratividade dos chamados fast foods ou junk foods precisa ser discutida entre os jovens e nas famílias.

Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br

Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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