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Diego Brigido

Diego Brigido: Bares e restaurantes adotam novas práticas diante do cenário atual

Por Diego Brígido | @dibrigido | Fotos: Guilherme Santi

O Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sinhores) realizou na tarde desta terça (17), uma reunião com os empresários do setor para definir ações emergenciais em função da pandemia de coronavírus.

Os estabelecimentos, por si só, já têm adotado medidas isoladas para minimizar os impactos da Covid-19, mas, durante o encontro, o presidente do sindicato, Heitor Henrique Gonzalez, anunciou ações que serão adotadas por toda a categoria.

A primeira delas é manter as casas abertas, mas triplicar a limpeza e higienização em todo o estabelecimento, como salão, cozinha e banheiros. Os bares e restaurantes disponibilizarão álcool gel aos clientes assim que adentrarem aos recintos e também deixarão nos toaletes. Além disso, os colaboradores terão álcool para higienização frequente.

“Todas as manhãs, mesas, cadeiras, aparadores, balcões e maçanetas serão higienizados com ainda mais rigor, para garantir a segurança de todos. Também teremos cuidado especial com as máquinas de cartão, para que sejam limpas com frequência”, afirma o presidente.

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Maior distância entre os clientes

Outra medida tomada em conjunto é que as casas trabalharão com 50% das mesas, para reduzir a ocupação e aumentar a distância entre os clientes. Gonzalez explica que essas são medidas para o momento atual, e que podem ser alteradas, de acordo com o cenário. “Nesse momento é o que podemos fazer, mas sabemos que a realidade pode mudar diariamente ou até mesmo a cada hora”, esclarece.

Foco no delivery

De acordo com o presidente, as casas também vão investir mais no delivery e, se for o caso, fechar o salão e só deixar a cozinha funcionando, para entregas. “Para um possível plano C, se precisarmos fechar as casas por tempo indeterminado, vamos dialogar, a partir de amanhã, com o sindicato dos empregados da categoria, para que todos possam absorver uma parte do prejuízo causado”, adianta.

O Sinhores também já está dialogando com as prefeituras das cidades da região para pleitear isenções de IPTU e ISS, em caso de grandes prejuízos para a categoria. “Precisamos nos precaver, pois estamos falando de um segmento com mais de 17 mil estabelecimentos só na região, entre hotéis, pousadas, bares e restaurantes”, conclui.

Eventos cancelados nos hotéis

Gonzalez diz que ainda não é possível mensurar prejuízos para os bares e restaurantes, mas prevê que haverá em breve. Com relação aos hotéis, no entanto, principalmente aqueles que dependem de eventos, os prejuízos já são inegáveis. “Os maiores hotéis do Guarujá tiveram todos os eventos cancelados. Talvez seja o caso de, eles sim, já falarem em férias coletivas para os funcionários”.