2.6 // EDUCAÇÃOREGIÃO

Cerca de 500 professores de PG participam de capacitação sobre acuidade visual

Cerca de 500 professores e integrantes da equipe técnica das escolas de Educação Infantil de Praia Grande participaram de capacitação sobre acuidade visual. Divididos nos períodos da manhã e tarde, os profissionais compareceram ao Auditório Jornalista Roberto Marinho, Bairro Mirim, nesta quarta-feira (19). Durante o curso, os docentes viram sobre a necessidade
de ficarem atentos às reações dos alunos em sala de aula. Ministrada pela diretora técnica da Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Mônica Malaman Moreno Garcia, a capacitação teve objetivo de municiar os professores com informações alusivas à saúde ocular. Entre os dados informados, a palestrante detalhou processo da formação visual das crianças e como enxergam em cada etapa. Segundo Mônica Garcia, meninos e meninas passam a enxergar como adulto ao atingir sexto ano de vida.

Ao ter algum tipo de dificuldade de enxergar, as crianças passam a apresentar características peculiares, entre elas, dificuldade de concentração ao realizar atividades e apresentar doces de cabeça ou lacrimejamento dos olhos. “São sintomas que uma percepção mais atenta do
professor pode auxiliar no aprendizado e na melhora de comportamento do aluno. A criança tem sede de conhecimento e, às vezes, uma limitação visual pode ser o problema”, destacou a diretora técnica.

O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, esteve durante a capacitação no período da tarde. De acordo com o chefe do Executivo, o cuidado com a saúde ocular dos alunos será o primeiro de outras ações que a Administração Municipal fará junto com os estudantes. “Em um futuro
próximo, queremos também diagnosticar possíveis limitações de fala e audição seguindo o mesmo molde do que as equipes realizam agora. Precisamos antever o problema para que isso não afete o aprendizado dos alunos”, garantiu.

Parte do todo

A capacitação faz parte do cronograma de ações do programa De Olho no Futuro, realizado por meio de parceria entre as secretarias de Educação (Seduc) e Saúde Pública (Sesap). A iniciativa, que começou no segundo semestre deste ano, leva a equipe da Saúde da Família (Usafas) mais próxima a unidade de ensino fica responsável por fazer o exame de acuidade visual em alunos das turmas de Infantil I e II. Durante a visita, as crianças passam pelo teste e, nos casos necessários, são encaminhados para o especialista. Para atender a demanda de alunos que
precisaram passar por um oftalmologista, a Secretaria de Saúde (Sesap) realizou dois mutirões.

Prevenção

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediatra, o primeiro exame oftalmológico deve ser realizado ainda no berçário, pelo pediatra (teste do olhinho). Depois disso, é indicado um exame a cada 6 meses nos dois primeiros anos de vida, e após, se tudo normal, um exame anual até os 8 ou 9 anos, época em que termina o desenvolvimento da visão.

Dados

A visão se desenvolve 90% durante os dois primeiros anos de vida. Portanto, é durante esta fase que a criança aprende a fixar, a movimentar os olhos de maneira conjunta e a perceber profundidade. Toda e qualquer alteração durante esta fase que não tenha sido corrigida pode acarretar prejuízos na visão para o resto da vida. Além disso, o desenvolvimento motor da criança durante o primeiro ano de vida é diretamente relacionado a sua capacidade visual. O que muitas vezes parece ser um atraso de desenvolvimento pode, na verdade, ser deficiência
visual, facilmente diagnosticada e, na maioria das vezes, tratada. Os outros 10% do desenvolvimento visual ocorrem até 7 e 9 anos de idade.

No Brasil, estima-se que existam entre 25.000 a 30.000 crianças cegas, média de, aproximadamente, 150 a 180 crianças cegas para cada milhão de habitantes, e 600 a 720 crianças com visão subnormal para cada milhão de habitantes.

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