A CPFL Piratininga realizou operações para regularizar ligações clandestinas de energia em dois estabelecimentos comerciais de Santos. As ações contaram com apoio das PolÃcias Civil e CientÃfica e ocorreram após denúncias encaminhadas à distribuidora.
Foram identificadas irregularidades em uma loja de automóveis e em um restaurante no centro da cidade. Nos dois casos, os responsáveis foram conduzidos ao Distrito Policial e os imóveis tiveram o fornecimento regularizado ou cortado para adequação do padrão de entrada.
No primeiro endereço, localizado no bairro Jabaquara, foi constatada ligação invertida da saÃda com a entrada, além da ausência de lacres na caixa de medição e na tampa do borne. O cliente já havia sido autuado em 2021 e 2025 por reincidência em práticas semelhantes.
No segundo caso, em um restaurante na Praça Visconde de Mauá foi verificada manipulação nas ligações do medidor de energia, consumo incompatÃvel com a carga medida e substituição irregular do equipamento. O fornecimento foi interrompido até a reforma do padrão de entrada.
“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividadeâ€, afirmou Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.
Balanço
Nos três primeiros meses de 2026, a CPFL Piratininga registrou, somente em Santos, 829 denúncias relacionadas a possÃveis fraudes e furtos de energia. No perÃodo, foram identificadas 282 irregularidades, com recuperação de 322.363 kWh de energia.
Considerando toda a região da Baixada Santista, o balanço do trimestre aponta 1.096 denúncias, 331 irregularidades constatadas e recuperação de 454.538 kWh de energia.
Segurança e combate às irregularidades
As ligações clandestinas de energia, popularmente chamadas de “gatosâ€, comprometem a segurança da rede, afetam a qualidade do fornecimento e representam riscos à população. Além disso, parte das perdas não técnicas é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta de luz para todos os consumidores.
No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.

Tecnologias contra irregularidades
Além das denúncias feitas por consumidores, a CPFL tem ampliado o uso de tecnologias voltadas ao combate a fraudes e ligações clandestinas. Em 2025, a distribuidora destinou R$ 90,2 milhões para medidas de blindagem da rede elétrica. Entre as soluções adotadas estão caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos instalados em postes e conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.
“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de mediçãoâ€, reforça Carvalho.
SERVIÇO
Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.
