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Luminárias instaladas próximo a material que possa se incendiar com facilidade, acúmulo de elementos combustÃveis em um mesmo compartimento e falta de manutenção nos sistemas elétrico e hidráulico estão entre os principais fatores que podem gerar um acidente e comprometer – até em definitivo – o acervo de uma instituição museológica.
O alerta é de Eduardo Nocetti Holmes, gerente de segurança do trabalho da Codesp que, na manhã desta quarta (24), abriu a programação Prevenção de incêndio e salvaguarda de acervos museológicos, promovido no Museu de Pesca pelo grupo Orla Cultural Museus. Na sequência, falou a engenheira civil Flávia Togni Trezza, que há 18 anos atua na área de segurança contra incêndios.
Utilizando dois exemplos de grande impacto na sociedade – os incêndios que destruÃram o Museu da LÃngua Portuguesa e o Memorial da América Latina, ambos na capital – para apresentar tópicos que podem servir como aprendizado, Holmes mostrou também sistemas de cooperação que existem em outros paÃses, integrando o Corpo de Bombeiros, equipe dos museus e Defesa Civil.
“Prevenção de sinistros não implica apenas em ter um sistema contra incêndios instaladoâ€, afirmou o gerente de segurança, frisando ser essa uma questão cultural. “Ou seja, é preciso educação, capacitação, treinamento e conscientização, e um envolvimento que não se limita aos brigadistas ou bombeiros civisâ€.
SEGURANÇA
Para a engenheira civil Flávia Togni Trezza, não existe, no PaÃs, uma cultura preventiva. “Investe-se em publicidade, mas não em segurançaâ€, comentou, lembrando que a região da Costa da Mata Atlântica registrou, no ano passado, um total de 1.133 chamados ao Corpo de Bombeiros relativos a incêndio, 257 deles em Santos – na sequência, encontram-se Praia Grande (216), São Vicente (205), Guarujá (152), Itanhaém (128), PeruÃbe (120) e Bertioga (55).
Conforme explicou, edificações com até 750 m2 de área construÃda, até três pavimentos e para, no máximo, 250 pessoas precisam apenas de um projeto técnico simplificado para serem regularizadas.
“Essas construções têm baixo potencial de risco e dispensam apresentação, para análise, de planta de segurança contra incêndioâ€, afirmou, acrescentando que a regularização é feita por meio de certificado de licença expedido pelo Corpo de Bombeiros. Acima dessas especificações, é preciso apresentar um projeto técnico, documento que, a qualquer momento, pode ser cassado, tendo em vista alteração das condições originais.
