O presidente Jair Bolsonaro usou o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York para escancarar, diante do mundo, seu programa de ultradireita, pró-ditadura militar e anti-indÃgena para o Brasil. Para a audiência brasileira, não houve surpresa em relação à s ideias que o capitão da reserva do Exército defende desde a campanha. O ultraconservador iniciou seu discurso reivindicando o golpe militar de 1964 que instalou uma ditadura militar no Brasil. Repetiu seu argumento, sem base na realidade, que sua chegada ao poder salvou o Brasil do “socialismo”.
Em um discurso de pouco mais de meia hora e lida sem grandes interrupções, Jair Bolsonaro desafiou os crÃticos de sua polÃtica ambiental e discurso contra multas ambientais, para dizer que as queimadas recordes nos últimos cinco anos no paÃs e na Amazônia, medidas por órgãos oficiais, são infladas pela mÃdia global que deseja atacá-lo.
“É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade”, disse, em uma crÃtica ao francês Emmanuel Macron. O presidente brasileiro também repetiu ao mundo que não haverá nova demarcação de terras indÃgenas no Brasil e ainda atacou a extensão das atuais.
