Fotos: Guilherme Santi
Por Alexandre Piqui
Combater a criminalidade tem sido um desafio para a Polícia Civil. A região da Baixada Santista com mais de 1,7 milhão de habitantes e o Vale do Ribeira com 481 mil moradores tem um déficit de 14 mil policiais.

Raquel Kobashi Gallinati (Pres. SINDPESP)
Para debater este e outros assuntos com a categoria, a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), Raquel Kobashi Gallinati esteve no Palácio da Polícia em Santos.
– Nós discutimos a falta de estrutura da Polícia Civil para trabalhar. Falamos também sobre as condições salariais. Temos aqui no Estado de São Paulo, os piores salários pagos aos delegados no Brasil, diz a presidente.

Kenny Mendes (Deputado Estadual – PP)
O deputado estadual Kenny Mendes (PP) também participou do encontro que contou com a presença dos delegados de diversas cidades e dos seccionais de Santos, de Registro e de Jacupiranga. “Vim para ouvir e levar ao governador [as pautas]. A valorização é uma demanda que a própria categoria já vem trazendo há bastante tempo e foi uma promessa de campanha do governador”, ressalta o deputado.
Outro assunto debatido na reunião foi a estrutura do prédio onde fica a sede do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo – Deinter 6 – das delegacias especializadas, do Instituto de Criminalística (IC) e do Primeiro Distrito Policial.
De acordo com o sindicato, foi realizado laudo no Palácio da Polícia que apontou que o imóvel não está adequado às normas da construção civil. O engenheiro civil e perito judicial José Luiz Vilella Macedo Brandão, responsável pelo documento, afirmou que essa precariedade do imóvel ; “pode provocar danos contra a saúde e segurança das pessoas, perda excessiva de desempenho causando possíveis paralisações, aumento de custo, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada”.
Em visita a Santos, o secretário de segurança pública, general João Camilo Pires de Campos não deu qualquer perspectiva de liberação de verbas para reforma. Para o diretor do Deinter 6, Manoel Gatto Neto existem várias alternativas.

Manoel Gatto Neto (Diretor – Deinter 6)
– Nós estamos estudando diminuir o tamanho da reforma para baratear o custo. Discutimos também sair desse prédio e locar um imóvel. Mas o aluguel nunca é um bom negócio para o Estado. Há também possibilidade de parceria com a iniciativa privada, explica.
Para a presidente do SINDPESP, todos os pontos discutidos serão levados mais uma vez ao governador João Doria (PSDB). “Há mais de 20 anos estamos nessa situação caótica. Quem se prejudica com a falta de estrutura para a Polícia Judiciária é a própria população”, conclui
