
Foto: Arquivo – reprodução/Quarentenário Mil Grau
Decisão judicial obtida pelo Núcleo Baixada Santista do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA) estabeleceu que o município de São Vicente deve garantir a limpeza constante e periódica dos canais e galerias de escoamento das águas pluviais, executando também projeto de macrodrenagem de forma a acabar, por completo, com as enchentes e alagamentos registrados no município. A medida consta de sentença de primeiro grau. Após recurso do MPSP, a 12ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu ainda a possibilidade de indenização das eventuais vítimas das enchentes.
Reforça, ainda, que faz constantes campanhas de conscientização sobre o descarte irregular de lixos e resíduos e que pede a colaboração da população.
A Secretaria de Desenvolvimenro Urbano (Sedurb), explica que as enchentes na Baixada Santista são históricas e devem-se, não apenas ao volume em determinadas épocas do ano, mas, também, às características geográficas de toda a região.
Tendo ciência disso, a Prefeitura fez a atualização do plano diretor de macro e micro drenagem, concluído em outubro de 2023. O último plano era datado de 2003, ou seja, há 20 anos. O Prefeito Kayo Amado, que também é presidente do Condesb, o Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista, está em tratativas com o Governo do Estado para que a região seja incluída no Programa Rios Vivos, da Agência de Águas do Estado de São Paulo.
Além disso, São Vicente tem, hoje, o maior programa de combate às enchentes de sua história, com as obras no canal da Avenida Eduardo Souto e instalação de oito comportas em diferentes lugares da Cidade.
