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Região / Polícia

CPFL Piratininga identifica três novos casos de furto de energia na Baixada Santista

Uma operação conjunta da CPFL Piratininga com a Polícia Civil identificou e removeu três ligações clandestinas de energia em Santos e Praia Grande. As irregularidades foram identificadas em uma cervejaria, um restaurante e uma distribuidora de sorvetes. Os responsáveis foram encaminhados à delegacia. A ação integra o trabalho permanente da distribuidora para combater fraudes e furtos de energia, reduzir riscos à segurança da população e preservar a qualidade do fornecimento nas regiões atendidas.

Balanço

Praia Grande lidera o ranking de furtos e fraudes de energia decorrentes de denúncias na área de concessão da CPFL Piratininga na Baixada Santista. No primeiro semestre de 2026 foram identificadas 624 irregularidades como essa em instalações elétricas no município, quase 70% das 946 ocorrências registradas pela concessionária em toda a região.

Esse total de denúncias totaliza uma recuperação de aproximadamente 1,5 milhão de kWh na Baixada Santista, energia suficiente para atender cerca de 609 residências durante um ano. Em Praia Grande foram recuperados 498 mil kWh, o equivalente ao consumo anual de aproximadamente 200 residências. Na sequência do ranking aparecem São Vicente, com 166 casos, e Santos, com 83.

Esses números fazem parte do novo balanço semestral da companhia relativos às denúncias e fazem parte do trabalho permanente de fiscalização realizado em toda a área de concessão. Há ainda irregularidades identificadas por meio de inspeções e análises técnicas e, quando necessário, operações realizadas em conjunto com as autoridades policiais.

Lei mais rígida

O furto de energia é crime previsto no Código Penal. Com a Lei nº 15.397/2026, a pena para o furto simples subiu de um a quatro anos para um a seis anos de prisão, além de multa. Como a pena máxima passou de quatro anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança em caso de flagrante: qualquer decisão sobre soltura ou fiança agora é exclusiva do Poder Judiciário.

O agravamento da punição chega em um momento em que o furto de energia impõe ao setor elétrico brasileiro um prejuízo bilionário. Segundo a Abradee, as distribuidoras registraram R$ 11,3 bilhões em perdas com furtos e fraudes em 2025, dos quais cerca de R$ 7,8 bilhões foram repassados às tarifas e pagos por todos os consumidores. Levantamento da ANEEL indica que as perdas não técnicas somaram R$ 11,5 bilhões no ano passado, o equivalente a 7,1% de toda a eletricidade produzida no país.

Denuncie

A CPFL reforça que somente as equipes da companhia estão autorizadas a mexer na rede elétrica e nos medidores. Ao notar uma situação suspeita, a orientação é não se aproximar e nem tentar resolver por conta própria — comunique a ocorrência pelos canais oficiais. A denúncia é totalmente anônima e segura, pelo aplicativo “CPFL Energia” ou pelo site www.cpfl.com.br/fraude.