PUBLICIDADE

Região / Cotidiano

Da rua para casa: em Praia Grande, jovem casal retoma vida após ir parar em abrigo

Da Redação

Maria Oliveira dos Santos, de 22 anos, e Gustavo de Souza, de 19, formam um jovem casal e, como tantos outros, buscam viver uma vida sob o mesmo teto. Os dois se conheceram por meio de uma rede social há 2 anos e, não demorou muito, foram dividir o mesmo espaço. Ambos trabalhavam e as contas da casa estavam em dia. No entanto, a perda de emprego de ambos alterou todos os planos do casal.

Sem dinheiro para pagar o aluguel, logo tiveram que devolver a casa onde moravam. A solução foi morar de favor na casa do irmão de Maria, mas isso não durou muito tempo. Durante a semana em que passaram na casa do irmão, o casal pegava latinhas para vender no ferro velho.

Numa destas andanças, no Bairro Canto do Forte, ficaram sabendo do abrigo provisório, mas não precisavam ficar no local, pois tinham onde morar. Um dia depois do convite, uma briga com o irmão fez com que o casal fosse expulso da casa onde moravam de favor.

“Lembrei do abrigo, falei com o meu marido para irmos para lá e foi isso que fizemos. Fomos bem recebidos, bem tratados e ficamos lá por 11 dias”, conta Maria.

No período em que esteve no abrigo, o casal passava os dias catando materiais recicláveis pelas ruas da Cidade para conseguir dinheiro para o almoço. Em um desses dias passaram em frente a uma obra e o rapaz entrou para ver se precisavam de ajudante. “O dono da obra e o engenheiro responsável estavam no local. Ouviram a história dele e o deixaram trabalhar no local. Foi a nossa salvação”, explicou Maria.

No dia seguinte o marido começou a trabalhar na obra. Três dias depois deixaram o abrigo rumo a uma casa alugada. Onde estão vivendo há algumas semanas. “O que mais quero agora é seguir minha vida, trabalhar e conquistar minhas coisas, aliás… Nossas coisas”, completa Maria.

Acolhimento

Ao longo de todo o ano, Praia Grande dispõe de um local acolhedor para atender quem está desabrigado, independente do motivo. O Abrigo Solidário Eliane Malzoni, localizado no Bairro Quietude, oferece acolhimento noturno, com local para higiene pessoal, refeição e descanso. De lá, o atendido tem acesso ao Centro Pop, onde recebe ajuda para reemissão de documentos, traslado para casa de familiares ou encaminhamento para o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT). Excepcionalmente para o período do frio, um abrigo provisório foi montado no Ginásio Mirins III, no Bairro Canto do Forte. Informações podem ser adquiridas pelo telefone 3496-5054.

Foto: Arquivo pessoal