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Regi√£o / Cotidiano

Presidente do Sintracomos, Maca√© morre aos 63 anos por complica√ß√Ķes da Covid

Da Redação

Marcos Braz de Oliveira, o Maca√©, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Ind√ļstrias da Constru√ß√£o e do Mobili√°rio de Santos (Sintracomos), morreu na madrugada desta segunda-feira (17), aos 63 anos, por complica√ß√Ķes em raz√£o da Covid-19.

Macaé estava internado há 50 dias na Santa Casa de Santos, local que também abrigará o velório a partir de meio-dia. O corpo do dirigente sindical segue para o Cemitério da Areia Branca às 14 horas.

A internação começou em 22 de março. Na madrugada do dia 23, foi para a unidade de tratamento intensivo (uti), onde passou a respirar por catéter e depois por máscara.

Dois dias depois, foi intubado e assim permaneceu até 23 de abril, quando melhorou e voltou a respirar por meio de máscara de oxigênio, dando visíveis sinais de melhora. No começo do mês, Macaé apresentou melhoras e os médicos reduziram os sedativos. Mas ele teve paradas cardíacas, além de comprometimento dos rins, e acabou não resistindo.

Macaé também era coordenador regional da central Força Sindical e foi reeleito para o quarto mandato de presidente do sindicato em 18 de outubro de 2019.

A posse foi em 12 de fevereiro de 2020, com mandato até 11 de fevereiro de 2024. Seu vice, Ramilson Manoel Elói, assumiu a presidência em meio a uma greve de terceirizados na refinaria de Cubatão.

Macaé foi presidente do Sintracomos pela primeira de 1998 a 2000, quando assumiu no falecimento do presidente José Luiz de Melo. Em 2012, foi eleito presidente, função que exerceu até sua morte.

Desde quando entrou na diretoria, em 1989, como suplente, passou por v√°rios cargos, entre eles tesoureiro, vice-presidente e diretor de patrim√īnio.

Maca√© tamb√©m era tesoureiro da Feticom (Federa√ß√£o Estadual dos Trabalhadores nas Ind√ļstrias da Constru√ß√£o e do Mobili√°rio do Estado de S√£o Paulo).

Trajetória

O sindicalista nasceu em Recife, capital de Pernambuco, em 8 de fevereiro de 1958, mas foi para a cidade fluminense de Nilópolis, aos seis meses de idade. Aos 12 anos, começou a trabalhar na feira livre, com frutas e verduras.

Aos 14, filho de operário do mesmo ramo, que trabalhou na construção da Cosipa, virou ajudante de serralheiro. E, aos 16, conseguiu registro em carteira, como montador de serralheria.

Foi para o serviço militar obrigatório do Exército aos 18 anos, de onde saiu para trabalhar naquela que seria sua profissão definitiva: montador industrial.

Crédito da foto: Divulgação