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Região / Cotidiano

Protesto de bares e restaurantes contra redução de horário bomba na internet

Da Redação

 - REVISTA MAIS SANTOSUm movimento de protesto contra o horário de funcionamento de bares, restaurantes e similares imposto pela fase amarela do Plano São Paulo vem ganhando manifestações de apoio nas redes sociais.

“O horário reduzido, no nosso entendimento, só aglomera mais os clientes, e ainda coloca em risco os nossos estabelecimentos”, diz Rafael Facincani Machado, um dos 30 comerciantes que se uniram para criar o movimento Meia Porta.

Segundo ele, a medida da fase amarela que impõe o funcionamento do comércio até as 22 horas não contribui para o fim das aglomerações. “Os clientes dos restaurantes se aglomeram mais nos nossos estabelecimentos, que fecham mais cedo. Após as 22h, se aglomeram em outros lugares. Por vezes em locais com menos estrutura e condição de implantar as medidas de distanciamento e higiene adequadas à pandemia”, declarou.

Proprietário do Rota Santista e do Dags, que será inaugurado daqui a poucos dias, ambos em Santos, Rafael disse ser triste ver o setor tão afetado “com uma medida que não resolve nada, apenas nos impede de trabalhar”. E desabafou sobre a sua situação.

“No meu caso, tive que desligar, no começo da pandemia, cerca de 15 funcionários. Me estruturei novamente, mas depois das eleições, com a mudança de fase (de verde para amarela, anunciada no dia 30 de novembro), precisei desligar mais sete funcionários”.

O empresário enfatiza que a reivindicação é apenas quanto à questão do horário. De acordo com ele, o grupo concorda com a capacidade reduzida a 40% imposta pela fase amarela. “Nós realmente entendemos o nosso papel na pandemia, e ficar em 40% de lotação faz sentido para nós. Sabemos que assim cuidamos da população.
Mas fechar as 22 horas é uma medida sem sentido”.

Segundo Rafael Facincani, o Meia Porta já teve a adesão de, pelo menos, 80 comerciantes da região. E comentou sobre a maciça repercussão nas redes sociais.

“O movimento hoje nem é mais nosso, é da população. Que mostra com muita segurança que aprova nossa postura e reivindicação, que é muito simples: horário livre gera menos aglomeração e não coloca em risco um setor que é um dos que mais emprega na Baixada Santista.

O texto reproduzido pelas contas dos estabelecimentos no Facebook e no Instagram seguem um padrão. Leia na íntegra:

“Aqui, nós temos famílias diretamente desse trabalho para sobreviver.
Reduzimos a capacidade, seguimos todos os protocolos sanitários. Somos a favor da vida, mas horário limite de funcionamento? Aglomerar os clientes num período mais curto? Não!
Com a atual restrição de horário, nossa existência está em risco. Nossas famílias dependem disso e não podemos nos calar. As autoridades estão, aos poucos, destruindo muitos sonhos, deixando muita gente na rua. Estamos resistindo unidos com todas nossas forças: donos, colaboradores, fornecedores e terceiros.
Nossa porta estaÌ fechando…
Não deixe essa porta fechar.
Seja mais um braço”.

Fotos: Divulgação/Facebook